Do Barro Branco ao Novo PAC: tecnologia modifica encostas de Salvador
O ano de 2015 registra um triste marco em Salvador, o do último grande desastre decorrente de deslizamentos de terra nas áreas de encostas da cidade.
No total, 15 pessoas morreram no mês de abril, onze no bairro do Barro Branco e quatro no Marotinho, nas proximidades da Avenida San Martin.
Essa não foi a primeira nem a maior tragédia do tipo na capital, após longos períodos de chuva, mas acabou selando uma parceria entre as gestões públicas para evitar que a história volte a se repetir com a mesma gravidade.Entre as medidas mais relevantes adotadas no campo da prevenção, estão as centenas de obras de contenção realizadas desde então, em uma espécie de “competição saudável” entre estado e município, que impacta diretamente na população que vive em áreas de risco.
Associadas a outras ações, como o monitoramento do clima e a instalação de sirenes de evacuação, as contenções têm ajudado a minimizar o problema que é tão antigo quanto a própria Soterópolis.A superintendente de Prevenção de Desastres Naturais da Conder, Adriana Luz, afirma que é importante destacar que Salvador avançou muito nas últimas décadas em relação à prevenção e à estabilização das encostas.
No entanto, reflete, elas continuam sendo um desafio importante, devido às características geográficas e urbanas que favorecem a ocorrência de movimentos de massa, como o relevo acidentado, solos suscetíveis à erosão, ocupação de áreas de encosta e períodos de chuvas intensas.“O risco permanece e exige atenção permanente, mas houve uma evolução significativa na capacidade de identificar os pontos críticos e intervir antes que ocorram acidentes de maiores proporções”, pontua Adriana, citando, além das obras de contenção, ações como mapeamento e monitoramento das áreas de risco.Desde 2014, a Conder já realizou 164 contenções pelo estado e atualmente são 71 obras em execução em 18 municípios, com investimentos de mais de R$ 200 milhões.
Obra na Bela Vista do Lobato - Foto: Denisse Salazar/Ag.
ATARDE GeomantasMais ou menos no mesmo período, segundo a Coordenação de Defesa Civil de Salvador (Codesal), a capital recebeu 281 obras de contenção definitivas e 328 áreas protegidas com outras técnicas, como impermeabilização com geomanta, em investimentos que ultrapassam R$ 360 milhões.
A última entrega oficial foi no dia 12, quando ficou pronta a proteção da encosta com geomanta na Travessa Sérgio de Oliveira, em Pirajá.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.