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Paulinho da Viola relembra 6 décadas de história em novo episódio do Tiny Desk Brasil

Rolling Stone Brasil ·
Paulinho da Viola relembra 6 décadas de história em novo episódio do Tiny Desk Brasil

O poeta, cantor e multi-instrumentista Paulinho da Viola é o convidado do novo episódio do Tiny Desk Brasil , que estreia no Youtube nesta terça, 13, às 11h.

Autor de composições que marcam gerações há seis décadas, Paulinho (voz, violão e cavaquinho) apresenta na mesinha canções como “ Dança da Solidão ” e “ Coração Leviano ”.

Na banda, se juntam a ele seu filho João Rabello (violão), Celsinho Silva (percussão), Ricardo Costa (bateria), Dininho Silva (baixo), Marcos Esguleba (percussão), Adriano Souza (piano), Mário Séve (flauta e sax soprano) e de sua filha Beatriz Rabello (voz).

Segundo o cantor, a experiência de tocar sucessos de forma acústica e íntima no Tiny Desk Brasil desperta memórias do início da carreira.

“Nas primeiras gravações que eu fiz, não tinha um produtor musical.

Que é uma coisa importante, pois ele fica observando e vai dizendo isto está errado, melhora aqui.

Eu não tinha isso, eu fazia tudo.

Quer dizer: fazia letra, música, às vezes fazia um ou outro arranjo, cantava, tocava.

E ficava ótimo, às vezes entrava noite adentro”, relembra.

Quando o disco saia, nos primeiros, eu pensava ‘Ai, meu Deus, não podia ter feito isso, não devia ser assim, essa palavra está errada.’ Comecei a ficar tão tocado com isso que falei ‘Não ouço mais’.

Nascido Paulo César Batista de Faria , no Rio de Janeiro, Paulinho da Viola ganhou o apelido carinhoso de Zé Keti e do jornalista Sérgio Cabral por estar sempre com o violão nas mãos.

Filho do violonista Cesar Faria , ele cresceu cercado por música, e sua obra foi influenciada especialmente pelo choro, o samba e a tradição musical brasileira.

Nos anos 1960, Paulinho integrou o histórico espetáculo “Rosa de Ouro” (1965), ao lado de Clementina de Jesus , Aracy Cortes , Nelson Sargento e Hermínio Bello de Carvalho , que ajudou a valorizar o samba e a levá-lo dos morros para os palcos formais, rompendo com o preconceito contra o gênero.

No ano seguinte, ele passou a integrar a ala de compositores da Portela e teve “Memórias de um Sargento de Milícias” escolhido como samba-enredo da escola.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.

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