Entre os 60 e 80 anos, o que faz diferença para continuar independente
Chegar aos 60, 70 ou 80 anos não significa necessariamente depender dos outros para tudo.
Mesmo quando o corpo começa a pedir algumas adaptações, é possível continuar escolhendo a própria roupa, saindo de casa, preparando uma refeição ou decidindo como será o dia.
Essa discussão ganha espaço à medida que o Brasil envelhece.
O País tem cerca de 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,8% da população.
Segundo o Censo do IBGE, esse grupo cresceu 56% em relação a 2010.
Para Wandriane de Vargas, coordenadora do curso de Fisioterapia da Estácio, ter autonomia não é fazer tudo sem ajuda.
Uma pessoa pode precisar de algum apoio e ainda continuar no comando da própria rotina.
“Uma pessoa pode precisar de uma bengala, de um andador ou de alguma ajuda em determinada atividade e, mesmo assim, continuar sendo uma pessoa independente”, explica.
Com o passar dos anos, tarefas como levantar da cama ou da cadeira, subir escadas, tomar banho, vestir-se, carregar compras ou caminhar por distâncias maiores podem exigir mais esforço.
Mas isso não acontece da mesma forma para todo mundo.
“O envelhecimento é muito individual.
O nível de atividade física que a pessoa teve ao longo da vida, as doenças que apresenta, o histórico de quedas e até o ambiente onde ela vive fazem muita diferença.” Alguns sinais aparecem aos poucos - A perda de independência nem sempre acontece de uma vez.
Às vezes, começa quando a pessoa demora mais para se levantar, passa a se apoiar nos móveis para caminhar, evita escadas ou começa a sair menos de casa.
Quedas, situações em que quase caiu e até o medo de cair também merecem atenção.
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