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Morte do Sol pode desestabilizar o Sistema Solar antes do previsto

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Morte do Sol pode desestabilizar o Sistema Solar antes do previsto

O Sistema Solar pode perder sua estabilidade muito antes do previsto quando o Sol chegar ao fim da vida.

Um estudo indica que a perda irregular de massa da estrela pode desestabilizar as órbitas dos planetas gigantes e expulsar alguns deles para o espaço interestelar.

Publicado na revista The Astrophysical Journal Letters , o trabalho aponta que essa reorganização pode ocorrer até 100 vezes mais rápido do que estimativas anteriores sugeriam.

Os pesquisadores estimam que cada ejeção de massa pode liberar matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres. – Crédito: Imagem gerada por AI A morte do Sol pode desencadear o caos Os modelos tradicionais consideravam que o Sol perderia massa gradualmente ao envelhecer.

Nesse cenário, os planetas externos poderiam permanecer em órbitas estáveis por bilhões de anos, mesmo depois de a estrela se transformar em uma anã branca, estágio final de sua evolução.

Konstantin Batygin e Jim Fuller, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e Fred Adams, da Universidade de Michigan, investigaram o que acontece quando essa perda de massa não ocorre de maneira uniforme.

Em vez de liberar matéria continuamente, o Sol moribundo pode expelir suas camadas externas em milhares de episódios separados.

Cada ejeção provocaria uma pequena mudança na velocidade da estrela , alterando sua influência gravitacional sobre os planetas.

Para investigar esse cenário, os pesquisadores analisaram dados do observatório Gaia, da Agência Espacial Europeia , que estudou sistemas de estrelas binárias , incluindo aqueles com anãs brancas.

Em seguida, realizaram simulações para avaliar como essas perturbações afetariam o Sistema Solar.

Planetas gigantes podem perder suas órbitas Nos modelos considerados mais realistas, cada episódio liberaria matéria equivalente a cerca de 33 massas terrestres.

Ao longo de aproximadamente 4.600 ejeções, pequenas alterações na trajetória do Sol poderiam se acumular e comprometer a estabilidade dos planetas mais distantes.

Leia mais: O dia em que o Sol lançou uma tempestade tão forte que incendiou equipamentos na Terra Explosões solares estão a caminho da Terra; saiba o que pode acontecer Missão da NASA para estudar o Sol deve ser lançada em 2027 Em 37 das 48 simulações selecionadas, os planetas gigantes começaram a cruzar suas órbitas de maneira inesperada.

Em alguns cenários, isso aconteceu quando o Sol havia perdido apenas 10% de sua massa, antes mesmo de terminar a expulsão de suas camadas externas.

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