Emburrecimento da sociedade e a questão do lixo que se tornou um problema insustentável
Praias públicas em Boa Vista são exemplo da falta de educação ambiental por parte da sociedade (Foto: Divulgação) Boa Vista já perdeu o título de cidade educada no trânsito, onde a atitude dos condutores de parar na faixa de pedestre era motivo de orgulho dos moradores e de grata surpresa por parte dos visitantes.
Agora, a quantidade de lixo lançada em via pública coloca o boa-vistense como vilão no contexto de cidade limpa elogiada por turistas.
Na mínima falha do serviço público na limpeza de locais públicos é muito provável que o título de cidade limpa também seja perdido em um átimo.
Essa realidade pode ser vista nos balneários públicos nas cercanias de Boa Vista, os quais são os principais pontos de lazer e encontro da população que tem nesses locais uma fuga do calor típico de quem mora perto da Linha do Equador.
Os números mostram isso.
O serviço municipal de coleta fluvial nas praias dos nos rios Branco e Cauamé recolhe uma média de 2,6 toneladas de lixo por semana! É muito lixo.
A quantidade de detritos lançado nas praias e no leito dos rios aumenta nos fins de semana, quando o cenário de terra arrasada pode ser visto todas às segundas-feiras, antas da coleta pública ser feita.
Mas esse não é um problema apenas da Capital roraimense.
O cenário se repete país afora, revelando a falta de cidadania e de educação quando se trata da questão do lixo urbano em cidades que só crescem em população.
Revela, acima de tudo, uma falha na educação ambiental que deveria começar em casa e desenvolvida na escola pública e, também, privada.
No entanto, no Brasil, 34,2% das escolas não desenvolvem ações de educação ambiental, o que representa 119.106 unidades de ensino sem atividades nesse campo, conforme os dados do Censo Escolar de 2024.
Aqui é possível começar a entender onde estamos nos perdendo quando se trata de respeitar o meio ambiente e do papel do cidadão de cuidar do próprio lixo que ele produz no dia a dia.
As escolas estão muito longe de serem bons exemplos de práticas sustentáveis, onde sequer há espaço para se trabalhar isso.
A começar pela falta de formação específica e contínua para professores, que muitas vezes se sentem despreparados para abordar temas ambientais de forma interdisciplinar e engajadora, conforme os especialistas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.