Casal passa dias fora, ao voltar, descobre que vizinho instalou chaminé para churrasqueira no quintal junto ao muro divisório e fumaça começa a atingir sua casa, exigindo mudança da estrutura
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma chaminé de churrasqueira instalada junto ao muro divisório mudou a rotina de um casal depois de alguns dias fora. Quando o equipamento começou a ser usado, a fumaça atravessou o quintal e entrou por portas e janelas da residência vizinha. A família passou a exigir a mudança da estrutura, alegando cheiro persistente, fuligem e dificuldade para manter os ambientes abertos.
O proprietário pode construir uma churrasqueira dentro do próprio terreno , mas deve respeitar a segurança, o direito de vizinhança e as regras municipais. A proximidade com a divisa não torna toda instalação automaticamente irregular. É necessário verificar se a chaminé está apoiada no muro compartilhado, se oferece risco e para onde conduz a fumaça.
O Código Civil restringe a instalação, junto à parede divisória, de chaminés, fornos e equipamentos capazes de produzir infiltrações ou interferências prejudiciais. Embora existam exceções para estruturas ordinárias, a churrasqueira não pode lançar calor, fuligem ou fumaça de forma a prejudicar o uso normal da casa ao lado.
O cheiro ocasional de alimento pode fazer parte da convivência entre imóveis próximos. O problema muda quando a fumaça entra repetidamente nos cômodos, suja paredes, causa ardência ou impede a abertura das janelas. Alguns sinais ajudam a demonstrar que a interferência passou do limite comum:
O direito de usar o próprio imóvel não é ilimitado. O proprietário ou possuidor pode exigir que cessem interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde provocadas pelo imóvel vizinho. A análise considera a localização das casas, a frequência do problema e o nível normal de tolerância naquela área.
Isso significa que o casal não precisa aceitar fumaça constante apenas porque a churrasqueira está construída dentro do lote ao lado. Ao mesmo tempo, a solução não será necessariamente a demolição completa. Se uma adaptação técnica eliminar o problema, pode ser suficiente aumentar ou reposicionar o duto, melhorar a exaustão ou transferir a saída para outro ponto.
A família deve registrar o problema durante o funcionamento da churrasqueira. Fotografias feitas quando o equipamento está desligado não demonstram a direção da fumaça. Para documentar a interferência, podem ser reunidos:
Uma vistoria técnica pode avaliar a altura do duto, a direção predominante do vento, a vedação e a proximidade das aberturas da casa. O relatório também poderá indicar se o muro suporta o equipamento e qual intervenção reduz a fumaça sem criar risco de incêndio.
O primeiro passo pode ser uma comunicação escrita relatando os episódios e solicitando que a churrasqueira não seja utilizada até a avaliação do sistema. A notificação deve pedir uma solução técnica dentro de prazo razoável. Se não houver acordo, a fiscalização municipal poderá conferir o projeto, as regras de construção e as condições de segurança.
A correção pode envolver prolongamento do duto, reposicionamento da saída, instalação de exaustão adequada ou transferência da churrasqueira. A medida escolhida precisa impedir que a fumaça atinja a residência vizinha .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.