O que aconteceu com a Sony Ericsson? Veja o que sobrou da marca icônica em 2026
Quem teve celular nos anos 2000 provavelmente se lembra da Sony Ericsson , marca responsável por alguns dos aparelhos mais icônicos da época. Apesar de ter desaparecido das lojas há mais de uma década, a empresa não faliu nem simplesmente deixou de existir.
O fim aconteceu porque a Sony comprou a participação da Ericsson na fabricante de celulares. Desde então, as antigas parceiras tomaram rumos bem diferentes: a Sony ainda produz smartphones Xperia , enquanto a Ericsson abandonou os aparelhos para consumidores e se tornou uma gigante dos bastidores das redes móveis.
A Sony Ericsson Mobile Communications nasceu em 2001, quando Sony e Ericsson decidiram reunir suas operações de celulares em uma única empresa. A joint venture tinha participação dividida igualmente, com 50% para cada companhia , e iniciou oficialmente suas atividades em outubro daquele ano.
A parceria juntava duas empresas com experiências bastante diferentes. A Ericsson já era uma veterana das telecomunicações e fabricava celulares, enquanto a Sony tinha forte presença em eletrônicos de consumo e entretenimento, além de experiência em design e marcas reconhecidas pelo público.
A união também ocorreu em um momento importante para a telefonia. Os celulares começavam a ganhar mais recursos multimídia, a internet móvel avançava e as primeiras redes 3G comerciais começavam a surgir. Curiosamente, a Sony Ericsson iniciou suas operações no mesmo dia em que a primeira rede 3G comercial do mundo entrou em funcionamento no Japão.
A parceria encontrou seu espaço principalmente durante a era dos feature phones. Modelos como K750i, W800, W810, K800 e C905 ajudaram a popularizar a marca, mas dois nomes herdados da própria Sony tiveram papel especialmente importante: Walkman , nos celulares voltados para música, e Cyber-shot , nos modelos com maior foco em fotografia.
Foi nessa época que também nasceu a Xperia . A marca apareceu ainda sob o comando da Sony Ericsson, com o Xperia X1 em 2008. Portanto, ela não foi criada pela Sony depois do fim da parceria, mas herdada da antiga joint venture.
A chegada do iPhone e a rápida expansão dos smartphones mudaram bastante esse cenário. A Sony Ericsson tentou acompanhar a transição e posteriormente apostou no Android, mas passou a disputar espaço em um mercado cada vez mais concentrado em empresas como Apple e Samsung. A própria Ericsson reconhece que a companhia perdeu terreno justamente no crescente segmento de smartphones.
Ou seja, a Sony Ericsson não faliu . A marca desapareceu porque uma das sócias comprou a participação da outra e assumiu completamente o negócio de celulares.
A Sony continuou normalmente no mercado de smartphones e manteve Xperia como sua principal marca. Nos primeiros anos após a separação, modelos como Xperia Z, Z1, Z2 e Z3 deram à fabricante uma presença relevante entre os celulares Android.
Com o passar do tempo, porém, essa operação encolheu. A Sony reduziu o número de aparelhos, deixou alguns mercados e passou a ocupar uma posição muito mais discreta diante das maiores fabricantes mundiais.
Mesmo assim, os Xperia ainda existem.
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