Campanhas concordam em abrir sigilos, mas Flávio condiciona entrega a análise de dados de Lula
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um acordo em que autorizam a abertura “total e simultânea” de seus sigilos com a divulgação dos dados em site ainda nesta quinta-feira (22/10) .
De acordo com o documento, a equipe de Lula aceitou incluir a quebra de sigilo da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações.
Já Flávio concordou com a quebra da conta bancária da Alcazar Holdings, no banco Santander.
Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email Segundo a investigação da PF, o senador foi cadastrado nessa conta como “usuário master”; contudo, em uma cláusula escrita a mão, fica expresso que abrir a conta da Alcazar “não significa reconhecer a titularidade ou a propriedade direta ou indireta de cotas ou de empresas de terceiros” .
Esses eram os pontos mais polêmicos da negociação.
O documento pede que o ministro André Mendonça determine ainda nesta quinta-feira a requisição dos dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, com divulgação simultânea no Divulga Contas ou em outro site aberto.
Para o senador eleito Camilo Santana (PT-CE), a medida vai permitir saber “quem é ladrão e quem não é”.
Enquanto os representantes do petista estavam no protocolo da Corte, a equipe do senador concedia entrevista no TSE afirmando que vai analisar o material de Lula antes de divulgar seus dados.
Os advogados de Flávio estavam acompanhados do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que vai analisar o material de Lula e prometeu “resgatar a Lava Jato” a partir dos documentos.
“Da última vez que analisei os sigilos de Lula, ele foi parar na cadeia”, disse o ex-procurador.
Segundo a coordenadora jurídica da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, tudo que foi pedido por Lula será entregue por Flávio, mas a liberação está condicionada à avaliação do material de Lula .
A advogada também informou que vai pedir a procuração para fazer a quebra de sigilo da Alcazar. ‘Desafio’ O envio das informações faz parte de um “desafio” lançado por Lula a Flávio na última semana, durante o debate na Band.
A defesa do presidente protocolou na última terça (20/10) um documento no TSE autorizando a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele, de empresas ligadas a ele e de seus familiares .
A condição para isso era que seu adversário na corrida ao Planalto fizesse o mesmo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.