"Não foi falta": Artur Jorge explode contra juiz em empate do Cruzeiro
O técnico Artur Jorge viveu momentos de intensa turbulência à beira do gramado no empate do Cruzeiro por 1 a 1 contra o Flamengo . Durante a partida disputada no Mineirão, válida pelas oitavas de final da Copa Libertadores, o treinador protestou de forma enérgica no lance do gol adversário. Além da contestação direta contra a arbitragem, o comandante cobrou o atacante Keny Arroyo por causa de uma atitude no segundo tempo.
A maior revolta do comandante português ocorreu no lance em que o zagueiro Fabrício Bruno recebeu cartão amarelo por infração sobre Pedro. A cobrança originou o lance que resultou no gol de Lucas Paquetá no rebote do travessão. O treinador tomou cartão amarelo por reclamar durante a pausa de hidratação.
"Eu estava na linha do lance que se dá a falta que origina o gol. Eu e o fiscal de linha não vimos falta. Já vi as imagens, não são claras. Não sei se há outra imagem, mas faz diferença porque resulta no gol do adversário. Faz diferença ir com 1 a 0 ou ir com resultado 1 a 1. Não vi falta alguma", afirmou.
Artur Jorge ressaltou que o assistente posicionado ao seu lado também não indicou infração no campo.
"O fiscal de linha, ao meu lado, não viu falta alguma. Por isso, eu protestei. São situações que têm que ser muito claras. Não quero estar com completa certeza, porque às vezes há imagens que não vemos no campo. Mas me pareceu que não foi", completou.
Além da insatisfação com a arbitragem, as câmeras registraram Artur Jorge repreendendo o atacante Keny Arroyo na beira do campo. O atleta marcou o gol da equipe mineira no jogo, mas reclamou ao dar vaga a João Costa. O treinador elogiou o futebol demonstrado pelo jogador durante a partida, mas reprovou a postura do atleta no momento em que deixou o gramado.
O técnico destacou que o grupo precisa respeitar o planejamento tático do clube acima das vontades individuais:
"É um jogador que nos ajuda muito, com características muito fortes da nossa forma de jogar. Não gostei da forma como ele se manifestou quando estava tendo saído. Tem que ter respeito com as decisões tomadas e, sobretudo, com quem vai entrar. Não é por mim que manifesto, mas é por os que estão em campo. Temos que perceber que não há nada mais importante que a equipe".
Apesar dos atritos ao longo dos 90 minutos, o treinador viu um espetáculo de alto nível entre dois postulantes ao título continental. Embora o goleiro Otávio tenha trabalhado mais que o rival Rossi, a equipe de Belo Horizonte criou chances mais perigosas no ataque. "
Acho que foi um jogo equilibrado. Diante das expectativas, foram duas grandes equipes, com ótimas individualidades, que jogaram para ganhar o jogo. É o que se busca no futebol. É o que quero, quero ganhar sempre como técnico. Queria ir com vantagem para o segundo jogo, mas tenho que ter capacidade de ler, que é um jogo equilibrado, com duas equipes, com chances para os dois", avaliou.
A comissão técnica confia no trabalho realizado e projeta um duelo ofensivo mesmo atuando no Rio de Janeiro.
"Flamengo teve mais chances, mas tivemos situações mais claras. Acho que foi um jogo que não desiludiu quem viu.
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