Discord: relembre o caso que levou ao pedido de suspensão de lives no país
A morte de uma adolescente em Naviraí (MS), em 22 de julho, desencadeou uma operação policial contra um grupo suspeito de aliciar jovens e colocou o Discord no centro de uma ofensiva de autoridades brasileiras.
A adolescente morreu em 22 de julho, em Naviraí, e o caso foi transmitido durante 45 minutos pelo Discord. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga as circunstâncias da morte e a atuação de integrantes de um grupo virtual.
Investigação aponta que o grupo procurava crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade emocional. Segundo a polícia, os suspeitos conquistavam a confiança das vítimas e depois as submetiam a isolamento, humilhações, coação e desafios de violência crescente.
A menina teria sido submetida a desafios antes de morrer. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, integrantes do grupo a incentivaram a matar um animal e, posteriormente, a transmitir o próprio suicídio pelo Discord.
O caso deu origem à Operação Lívia, coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com apoio do Ministério da Justiça. A ação cumpriu sete mandados em cinco estados e resultou na apreensão de cinco adolescentes investigados.
Polícia busca saber se há mais vítimas e integrantes do grupo. Equipamentos apreendidos serão periciados, e a análise das evidências digitais já levou à identificação de uma segunda vítima, que teve a identidade preservada.
Governo também questionou a demora para retirar o material do ar. Em 4 de agosto, o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes, afirmou que conteúdo relacionado ao episódio continuou disponível após a morte. O governo determinou a exclusão do material e a suspensão dos servidores usados pelo grupo.
ANPD deu três dias úteis para o Discord suspender as transmissões ao vivo no Brasil. A decisão atinge o "Go Live" e recursos semelhantes de transmissão e compartilhamento de vídeo. O restante da plataforma continuará funcionando.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.