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TSE paralisa apuração, com Lula com 57% contra 42% de Flávio Bolsonaro, após decisão do STF

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TSE paralisa apuração, com Lula com 57% contra 42% de Flávio Bolsonaro, após decisão do STF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) paralisou a apuração online do segundo turno das eleições após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogar a votação até às 19h em todo o Brasil atendendo pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.

No site do TSE, a apuração foi congelada quando haviam sido totalizadas a contagem dos votos de 1.225 seções – 0,25% do total.

No momento, Lula aparecia na liderança com 57,66% dos votos válidos.

Flávio Bolsonaro (PL) tinha 42,34%.

“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”, afirmou Zanin na decisão.

Presidente da corte eleitoral, Kássio Nunes Marques ainda não se pronunciou.

O TSE apenas comunicou a paralisação da apuração.

Entenda o caso As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recorreram à Justiça Eleitoral neste domingo (25) para pedir a ampliação do horário de votação em municípios onde problemas no transporte público, temporais e interrupções no fornecimento de energia dificultaram o acesso dos eleitores às urnas.

A coligação de Lula solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em caráter de urgência, que a votação seja estendida até as 19h em cidades de pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

O pedido amplia uma iniciativa apresentada anteriormente pela campanha petista para Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.

Segundo os advogados, denúncias de falhas no transporte coletivo se acumularam ao longo do domingo, prejudicando principalmente eleitores que dependem de ônibus para chegar às seções eleitorais.

A campanha também levou a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator.

Já a equipe de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE duas horas adicionais de votação em cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetadas por fortes chuvas.

Em Minas, a solicitação contempla Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da região metropolitana da capital que registraram falta de energia em locais de votação.

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