Comida japonesa: não cometa esses erros na hora de comer
Já faz um tempinho que a comida japonesa ganhou o paladar do brasileiro, seja pela delicadeza dos nigiris, seja pelo visual de encher os olhos nas fatias precisas de sashimi ou pelo sabor dos pescados crus e do arroz temperado.
Para que tudo seja perfeito, essa gastronomia exige um rigor técnico e muita atenção à segurança alimentar, afinal tudo deve ser preparado em temperatura ambiente e exige manipulação minuciosa.
Um pequeno deslize na cadeia de frio ou na higienização pode transformar um jantar memorável em uma intoxicação alimentar severa.
Segundo a nutricionista Marina Batalha, especialista em segurança dos alimentos e qualidade nutricional, o consumidor deve adotar uma postura de observação atenta ao frequentar estabelecimentos de comida japonesa.
“O maior mito que precisamos derrubar é o de que o limão ou o shoyu ‘esterilizam’ o peixe cru.
Eles mascaram sabores e podem até ter leve ação antimicrobiana, mas jamais substituem a refrigeração adequada e a manipulação higiênica”, adverte a nutricionista.
Por sua vez, o Chef Kenji Yamada, com mais de 15 anos de dedicação à alta gastronomia oriental e consultoria de restaurantes, aponta que o respeito ao produto é a base da profissão.
“Na cultura japonesa, o sushiman é um artesão da saúde do cliente.
Quando um restaurante negligencia a origem do peixe ou o tempo de exposição dos ingredientes na esteira ou no buffet, ele está quebrando o pacto de confiança mais sagrado da cozinha”, pontua.
O que observar para ficar com apenas boas recordações da refeição Com base nas orientações das duas especialistas, elencamos os principais pontos de atenção que você pode verificar durante a sua visita a um restaurante japonês: Aparência e Odor do Pescado O peixe fresco deve ter brilho natural, consistência firme (ao pressionar com ohashi ou dedo, a carne deve voltar ao lugar rapidamente) e odor neutro ou levemente marinho.
Cheiro forte de amônia, cor opaca ou carne mole e esfarelando são sinais evidentes de deterioração.
Temperatura e Exposição Os peixes crus no balcão de atendimento ou nas bandejas de rodízio devem estar estritamente sob refrigeração (abaixo de 4°C) ou sobre leitos de gelo renovados constantemente.
Evite estabelecimentos que deixam bandejas grandes expostas à temperatura ambiente por longos períodos.
Higiene da Equipe e do Espaço Observe o sushiman e os ajudantes.
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