Haddad se reúne com evangélicos em campanha e assina carta de compromisso
O candidato do PT ao governo de São Paulo , Fernando Haddad , fez neste sábado (19/9) sua primeira agenda de campanha voltada ao público evangélico e assinou uma carta de compromisso elaborada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito .
O encontro ocorreu a 15 dias do primeiro turno e reuniu cerca de 25 representantes de diferentes denominações — batista, metodista e presbiteriana, por exemplo — em um hotel no Jardim Paulista, na capital paulista .
A agenda acontece em um momento em que Haddad enfrenta uma desvantagem em relação ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os eleitores evangélicos na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Haddad afirmou, no entanto, que o encontro não representa uma mudança na estratégia de sua campanha.
A reunião deste sábado foi organizada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado em 2016 que reúne integrantes de diferentes igrejas e posições partidárias e afirma atuar em defesa da democracia, dos direitos humanos e de políticas voltadas às populações mais vulneráveis.
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O documento estabelece 11 compromissos para que candidatos possam receber e utilizar durante a campanha um selo de apoio da Frente.
Entre os pontos previstos, estão o respeito ao resultado das eleições e à separação entre os Poderes, a defesa da liberdade religiosa e da laicidade do Estado, o combate à intolerância religiosa, a defesa de políticas sociais e o enfrentamento às desigualdades.
A carta também trata de pautas relacionadas às mulheres.
O texto prevê apoio a políticas de proteção à vida, à saúde, à autonomia e à dignidade feminina, além do enfrentamento à violência doméstica, ao feminicídio, à desigualdade salarial e ao assédio.
Outro compromisso assumido por Haddad é o de manter a campanha eleitoral fora dos espaços de culto.
O documento estabelece que templos, púlpitos, liturgias e celebrações religiosas não devem ser utilizados para propaganda eleitoral, pedidos de voto ou promoção de candidaturas.
O documento também estabelece como condição para a concessão do selo o apoio público à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a assinatura, Haddad fica autorizado a utilizar o Selo de Apoio da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito durante a campanha.
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