Nunes Marques se declara impedido de votar sobre investigação contra Moraes
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, se declarou impedido hoje de votar no julgamento que vai decidir se uma investigação será aberta contra Alexandre de Moraes.
A decisão do ministro ocorre após a revelação de mensagens de Daniel Vorcaro em que ele é citado . Em uma das conversas, o então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, menciona pagamentos de "R$ 500 mil por mês" ao advogado Kevin Marques, filho de Nunes Marques. Em outubro de 2024, Rennó enviou uma planilha com o nome e o telefone de Kevin e a legenda "Dominado aqui". Em 2025, perguntou se o valor seria mantido e, depois, cobrou que faltava a Consult entre os "pagamentos essenciais".
Os ministros decidem se abrirão uma investigação contra Alexandre de Moraes. Primeiro, eles analisam o relatório da Polícia Federal que revelou conversas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão foi convocada pelo presidente do Supremo. O ministro Edson Fachin decidiu restringir a pauta apenas ao caso de Moraes, deixando para 23 de setembro a análise de eventual conduta irregular atribuída a André Mendonça.
Esta é a primeira vez que a corte se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus membros . Ministros próximos a Moraes pressionavam pelo adiamento ou cancelamento da sessão extraordinária. O grupo argumenta que um pedido de apuração contra Mendonça deveria ser julgado conjuntamente na mesma data.
Horas antes do julgamento, diálogos de Vorcaro sobre outros ministros vazaram. Há conversas do ex-banqueiro com filhos de dois ministros da corte , Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, e um advogado próximo de um terceiro, Mendonça. As mensagens vieram à tona depois que o conteúdo do aparelho foi enviado aos gabinetes.
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