Paciente processa Sírio-Libanês após cair sedado de mesa cirúrgica
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Fabiano Assanuma, 49, acordou assustado no chão do centro cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Acabara de passar por uma operação na mão esquerda e ainda estava sob efeito de sedação quando caiu da mesa cirúrgica.
Em processo movido contra o Sírio-Libanes, ele afirma ter sido deixado na mesa de cirurgia após a retirada da máscara de ventilação, sem qualquer tipo de contenção física para garantir sua integridade.
"Não pode ser normal uma coisa dessa, é muito grave o que aconteceu", diz. Além do Sírio, são alvos da ação judicial o cirurgião Yussef Ali Abdouni e o anestesista Oswaldo Miranda Júnior.
O hospital disse à Folha que ainda não foi citado pela Justiça e que prestará todos os esclarecimentos nos autos do processo.
A reportagem procurou o cirurgião Yussef Ali Abdouni por mensagem de texto, ligação telefônica e email, mas não obteve resposta. O anestesista Oswaldo Miranda Júnior também não respondeu até a publicação desta reportagem.
Fabiano afirma que a queda ocorreu justamente pelo lado esquerdo da mesa, fazendo com que ele atingisse diretamente a mão operada. "Acordei grogue, tinha muito sangue no chão e na minha mão", afirmou.
A operação foi realizada no dia 28 de outubro de 2025 para tratar uma síndrome do túnel de carpo , neuropatia causada pela compressão do nervo mediano, que passa pelo punho e pela palma da mão. A síndrome causa dor, dormência, formigamento e sensação de queimação nos dedos.
Na ação judicial, Fabiano conta que, embora tenha caído justamente sobre a mão operada, recebeu alta sem uma avaliação adequada.
"Foi só um acidentezinho, coisa que acontece", teria dito o cirurgião, segundo o relato do paciente.
No dia seguinte à cirurgia, Fabiano acordou com uma dor intensa e progressiva. Segundo ele, tentou contato com o cirurgião, mas não obteve resposta. Com a piora do quadro, correu para o pronto-socorro do Sírio, onde recebeu múltiplas medicações, incluindo morfina, mas, segundo seu relato, sem que a causa fosse investigada.
Na madrugada do dia 31 de outubro, Fabiano apresentou uma piora acentuada, com episódios de dor que ele descreve como insuportável por horas, tremores, crises de choro e sensação contínua de queimação, que descreve como "fogo" na mão.
Levado por uma amiga para o Hospital São Camilo, o paciente conta que o plantonista considerou o quadro grave, com suspeita de síndrome compartimental, emergência caracterizada pelo aumento da pressão dentro de um compartimento muscular. Havia dor intensa e risco de perda do membro afetado, segundo ele.
O médico recomendou retorno urgente ao Sírio para que o cirurgião responsável fosse acionado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.