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Influenciador ex-candidato a deputado federal vira réu por agir como policial e intimidar flanelinhas no interior de SP

G1 ·
Influenciador ex-candidato a deputado federal vira réu por agir como policial e intimidar flanelinhas no interior de SP

Ex-candidato a deputado federal vira réu por agir como policial e intimidar flanelinhas O influenciador digital Hagara Espresola Ramos, ex-candidato a deputado federal nas eleições 2026, virou réu por usurpação de função pública e constrangimento ilegal por causa de abordagens a flanelinhas, em Ribeirão Preto (SP).

Conhecido nas redes sociais como Hagara do Pão de Queijo, ele agiu como se fosse agente público ao abordar flanelinhas perto do Estádio Santa Cruz, em junho deste ano, durante um show de Ana Castela.

Segundo o Ministério Público, as ações foram filmadas e publicadas nos perfis dele.

Outras quatro pessoas que estavam com ele também viraram rés pelos mesmos crimes.

Na mesma decisão, o juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, mandou Instagram, Facebook e TikTok tirarem do ar, em até 48 horas, os vídeos das abordagens. 📲 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em nota, a defesa de Hagara afirmou que ele não praticou nenhum ato ilícito e que ainda não teve acesso à íntegra do processo.

Segundo a nota, Hagara não foi citado formalmente, e a defesa vai se manifestar sobre a acusação depois de analisar os documentos.

Hagara do Pão de Queijo é réu por usurpação da função pública em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/Redes Sociais A suspeita de que o grupo atuava como milícia privada, investigada no inquérito da Polícia Civil, ficou fora da denúncia.

A pedido do MP, o juiz mandou enviar cópias do processo à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que vai apurar o caso em um inquérito separado.

O que diz a denúncia Segundo o MP, o grupo chegou ao local em três carros com adesivos de uma empresa de segurança, equipados com luzes azul e vermelha.

Hagara vestia um colete semelhante aos usados por policiais.

De acordo com a denúncia, ele mandou um flanelinha colocar a “mão na parede”, rasgou o colete de um guardador, tirou à força o de outro, obrigou um homem a devolver dinheiro e expulsou outros da rua.

Em um dos vídeos, segundo o MP, Hagara diz: “Ninguém mais cobrando, limpamos a rua, vagabundo não vai cobrar mais aqui em Ribeirão Preto, não”.

A usurpação de função pública ocorre quando alguém exerce, sem ter cargo, uma atividade própria do Estado.

Para a Promotoria, Hagara buscava engajamento nas redes e queria fortalecer a imagem dele perante o eleitorado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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