Estudo aponta que áreas verdes fora de São Paulo podem ajudar a reduzir o calor na cidade
Plantar árvores dentro das cidades é uma das respostas mais conhecidas ao avanço do calor urbano.
Uma pesquisa publicada na revista científica Nature Cities , porém, sugere que parte da solução pode estar fora dos centros urbanos.
O estudo concluiu que a criação de áreas verdes em regiões localizadas na direção de onde vêm os ventos predominantes pode reduzir a temperatura em grandes cidades.
Nas oito metrópoles analisadas, a estratégia provocou uma queda média de 0,4°C em mais da metade da área urbana.
A lógica é transformar áreas situadas antes da cidade no caminho dos ventos em fontes de ar mais frio.
A vegetação reduz a temperatura dessas regiões e, em seguida, a circulação do ar transporta o resfriamento para as áreas urbanizadas.
Os pesquisadores chamam essa estratégia de upwind greening , ou criação de áreas verdes a barlavento — expressão usada para indicar a região de onde o vento sopra.
Continua após a publicidade O trabalho foi inspirado na organização espacial de aldeias tradicionais chinesas, nas quais assentamentos foram historicamente construídos em relação a montanhas, cursos d’água e florestas.
Os autores adaptaram esse princípio, chamado de estrutura “montanha-água-floresta”, para testar se ele poderia funcionar em grandes cidades contemporâneas.
Primeiro, os pesquisadores usaram modelos climáticos para analisar Pequim e Xangai.
As simulações compararam cenários em que as áreas suburbanas localizadas na direção dos ventos eram ocupadas por vegetação ou por áreas construídas.
Continua após a publicidade O resultado indicou que a vegetação pode formar massas de ar mais frio, posteriormente levadas pelo vento para o interior da cidade.
O efeito, no entanto, não ocorre da mesma forma em todos os lugares.
Em Xangai, por exemplo, o resfriamento foi mais limitado do que em Pequim.
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