Plano de Flávio restringe trans no esporte e reforça pauta antiaborto
O plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propõe restringir a participação de atletas trans em categorias femininas de competições esportivas .
O documento também defende a ampliação das escolas cívico-militares e promete combater o que chama de “doutrinação político-partidária” nas salas de aula.
Intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso” , o documento reúne propostas para áreas como segurança, economia, educação, saúde, infraestrutura e gestão pública.
O plano deve ser protocolado ainda nesta quinta-feira (13/8) no Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), junto com o pedido de registro da candidatura à Presidência do senador.
O texto não usa os termos “trans” ou “transgênero”.
Ao tratar do esporte feminino, porém, afirma que atletas que “não nasceram do sexo feminino” mantêm, “mesmo após tratamento hormonal”, o que o plano classifica como “vantagens físicas”.
Com esse argumento, o plano propõe reservar as categorias femininas, da base ao alto rendimento, a atletas do sexo feminino.
“Vamos assegurar que a categoria feminina, da base ao alto rendimento, seja disputada por atletas do sexo feminino”, diz o documento.
Na prática, a medida restringiria a participação de mulheres trans nessas categorias.
O texto afirma que a proposta busca proteger as mulheres e a “lisura da competição de agendas ideológicas”.
O avanço de políticas voltadas à população trans é uma das pautas mais contestadas pelas bancadas evangélica e de oposição no Congresso, grupos que apoiam majoritariamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
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Flávio promete ampliar as escolas cívico-militares, que, segundo o documento, “uniram disciplina e bom desempenho onde foram implantadas”.
O plano também defende que a escola respeite os valores transmitidos pelas famílias, sem fazer, porém, uma defesa do homeschooling.
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