Réu é solto após júri concluir que ele não quis matar namorada ao empurrá-la de carro em movimento
Denis e Gabriele estavam juntos há seis meses em Cajuru, SP, quando crime aconteceu Arquivo pessoal O Tribunal do Júri determinou nesta quinta-feira (17) a soltura de Denis Cipriano de Carvalho Silva, acusado de empurrar a namorada Gabriele Gonçalves para fora de um carro em movimento, em Cajuru (SP), ao concluir que ele não teve intenção de matar a vítima.
Em julgamento encerrado durante a noite, os jurados condenaram o réu por lesão corporal grave e por descumprimento de medida protetiva no lugar de tentativa de feminicídio, acusação que o manteve preso desde março de 2025 e que o levou ao júri popular.
Como a pena para esses crimes é menor do que 4 anos, em regime aberto, um alvará de soltura foi expedido para que o acusado possa recorrer em liberdade.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "Entendendo dessa maneira, a condenação se dá em regime aberto, já expedido alvará de soltura.
A defesa recebe a notícia com enorme satisfação", informou o advogado de Denis, Mauricio Ferraz.
Empurrada de carro em movimento As agressões contra Gabriele ocorreram em janeiro de 2025, na Rua Capitão José Ferreira Diniz, no Centro de Cajuru.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o casal havia discutido durante a "Festa de São Sebastião", um tradicional evento da cidade, e Gabriele decidiu ir embora a pé para casa, mas o namorado foi atrás dela até encontrá-la.
Justiça de Cajuru julga homem por tentativa de feminicídio contra a namorada De acordo com a Promotoria, além de ter sido atingida com um soco no olho, a mulher foi puxada pelos cabelos e obrigada a entrar no carro dele, onde continuou sendo agredida.
A vítima relatou que, para tentar se livrar das agressões, tentou sair do veículo, mas percebeu que não conseguiria porque ele estava em movimento.
Ela passou a gritar por socorro até chamar a atenção de pessoas na rua.
Segundo Gabriele, após várias tentativas, ela conseguiu abrir a porta do automóvel e acabou sendo jogada para fora pelo namorado.
“Eu não me joguei, eu tenho certeza absoluta que eu não me joguei.
Eu me lembro exatamente de tudo o que ele me fez, dele me jogar para fora.
Foi difícil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.