Comitê Gestor da Internet apresenta 46 diretrizes para a regulação das redes sociais no Brasil
Comitê Gestor da Internet lança guia para regulação de redes sociais O Comitê Gestor da Internet no Brasil apresentou nesta quinta-feira (17) um guia para a regulação das redes sociais no país.
São sugestões de regras para preservar a liberdade de expressão com transparência e segurança.
O livreto traz o trabalho de um ano.
O consenso de diversos setores da sociedade brasileira, dividido em 46 diretrizes, sobre como as redes sociais deveriam funcionar no Brasil para serem mais seguras e transparentes.
“Para estar mais aderente a princípios que a gente considera que preservam o direito da sociedade brasileira, o nosso desenvolvimento econômico, os direitos humanos, protegem a liberdade de expressão, a privacidade, portanto, transformando a internet em um lugar um pouco mais confiável e seguro”, diz Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O documento é do Comitê Gestor da Internet, formado por representantes do governo, setor privado, organizações sem fins lucrativos, comunidade científica e tecnológica.
Especialistas que concordam que a gente precisa saber mais sobre como as redes operam.
“Porque a gente não sabe o que está acontecendo.
E, se a vida é cada vez mais digital, se o mercado passa cada vez mais por essas plataformas, se, por exemplo, as campanhas eleitorais, a forma de os governos se comunicarem com a população e as instituições em geral passam por essas plataformas, quem define quem tem a liberdade de expressão são elas, porque essas empresas moderam o conteúdo do jeito que querem”, afirma Marie Santini, diretora e fundadora do NetLab UFRJ.
E é preciso transparência para evitar a desinformação.
"Ou seja, eu preciso fazer com que as pessoas sejam capazes de verificar a origem, a fonte, se a informação é íntegra, se ela não foi manipulada”, diz Márcio Borges, pesquisador do NetLab- UFRJ.
Comitê Gestor da Internet apresenta 50 diretrizes para a regulação das redes sociais no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução O Brasil já deu um passo importante na defesa de quem está mais exposto no ambiente virtual.
Exatamente seis meses atrás, entrava em vigor o ECA Digital, com as regras para proteger as crianças e os adolescentes na internet.
Mas os especialistas afirmam que, sem transparência das redes, fica muito difícil fiscalizar a implementação.
“O ECA Digital veda, inclusive, você fazer o perfilamento, que é você selecionar conteúdos com fins comerciais para crianças e adolescentes, por exemplo.
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