Vorcaro tentou apagar dados do seu celular durante prisão domiciliar
Daniel Vorcaro , ex-dono do Banco Master , teria encomendado uma operação hacker para apagar dados de suas contas no iCloud e nas do cunhado, Fabiano Zettel , enquanto cumpria prisão domiciliar em São Paulo , em janeiro de 2026.
Segundo a revista piauí , a operação foi intermediada pelo publicitário e lobista Thiago Miranda e executada pelo especialista em segurança digital Thiago Santos.
A Polícia Federal (PF) , que já havia apreendido os celulares dos dois, detectou a tentativa de invasão e preservou as informações.
Os investigadores estavam havia cerca de dois meses com o aparelho de Vorcaro e tinham bloqueado o acesso externo aos dados.
O objetivo seria apagar fotos, mensagens e outros registros antes que fossem extraídos e analisados pela PF.
Segundo a revista, Santos conseguiu acessar a conta do banqueiro, mas a invasão foi identificada e contida.
A tentativa de eliminar provas de uma investigação pode configurar obstrução de Justiça .
A conta de Zettel também teria sido alvo da operação.
Em 14 de janeiro, ele foi preso ao tentar embarcar para Dubai no Aeroporto Internacional de Guarulhos .
Liberado no mesmo dia, teve o celular apreendido.
Monitoramento de investigadores e autoridades A tentativa de invasão faria parte de uma série de tarefas atribuídas por Vorcaro a Miranda durante a prisão domiciliar.
De acordo com a piauí, o banqueiro pediu relatórios sobre um agente da PF que investigava o caso Master e sobre um diretor do Banco Central.
Também queria remover notícias publicadas nos Estados Unidos que desagradavam à então noiva, a influenciadora Martha Graeff .
Miranda, dono da agência MiThi, foi alvo de busca e apreensão da PF em julho de 2026, sob suspeita de obter informações sigilosas e atuar contra desafetos do banqueiro.
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