Lula tenta conter crise; saída prevê trégua até eleição e votação virtual
O presidente Lula entrou em campo para tentar apaziguar a crise que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e os comandos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A coluna apurou que Lula manteve conversas com o presidente do Supremo, Edson Fachin ; com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o ministro André Mendonça.
Entre ontem e hoje, Lula também tratou do tema em duas reuniões no Palácio do Planalto .
Lula tem se mostrado preocupado com o rompimento entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master.
Teme o isolamento de Andrei, que se distanciou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia Geral da União, Jorge Messias.
Nas conversas individuais, Lula afirmou que não é de seu interesse alimentar a crise e que seu objetivo é ajudar a pacificar o ambiente .
Mendonça garantiu ao presidente que o vazamento do inquérito que investiga seu filho não saiu de seu gabinete.
O ministro chegou a oferecer aos advogados de Lulinha a possibilidade de realizar uma perícia como garantia de que os dados permanecem lacrados .
Não à toa, durante sabatina no Jornal Nacional, Lula responsabilizou a PF pelo vazamento que expôs conversas de seu filho com a lobista Roberta Luchsinger sobre negócios que indicam tentativa de tráfico de influência no governo.
Um dos motivos do rompimento entre Mendonça e Andrei é justamente as acusações, de parte a parte, de vazamento de informações sigilosas.
Sessão virtual e depois das eleições Fachin tem sido aconselhado a não tomar nenhuma atitude até as eleições, para evitar o agravamento da crise nesse período .
O entendimento é que será inevitável o Supremo enfrentar, em algum momento, o tema envolvendo Alexandre de Moraes e dar um encaminhamento ao caso, mas a avaliação é de que este não seria o período apropriado.
Uma das alternativas em estudo é levar ao plenário virtual a discussão sobre se a PGR está correta ao avaliar que o material envolvendo o ministro não poderia ter sido extraído sem autorização da Corte, como prevê a Lei Geral da Magistratura.
A votação ocorreria no plenário virtual para evitar um confronto público entre os ministros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.