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Arqueólogos descobrem no Egito porta falsa para 'ligar vivos aos mortos'

G1 Mundo ·
Arqueólogos descobrem no Egito porta falsa para 'ligar vivos aos mortos'

Cientistas descobrem câmara secreta na pirâmide de Gizé, no Egito Alguns governantes do Egito Antigo deixaram pirâmides como monumentos funerários.

Outros integrantes da elite tiveram sepulturas muito mais discretas, embora nem por isso menos reveladoras sobre sua posição social. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp É o caso de Sekhentiu-Ptah, um alto funcionário cuja tumba, com cerca de 4 mil anos, acaba de ser descoberta em Saqqara, a antiga necrópole de Mênfis, ao sul do Cairo.

A tumba tinha uma porta falsa para "ligar os vivos aos mortos".

O achado, anunciado pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, faz parte de uma escavação realizada na região do Bubasteion, a oeste da necrópole.

Em períodos posteriores, a área ficou associada ao culto da deusa-gata Bastet.

Segundo o comunicado oficial, os envolvidos na descoberta seguiram um rigoroso programa científico que incluiu escavação estratigráfica, documentação arquitetônica e fotográfica, digitalização de achados e estudos linguísticos.

A coordenação ficou a cargo de Hisham Al-Lithi, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades.

Embora a tumba seja a principal descoberta, ela não foi o único achado do local.

Os arqueólogos localizaram vários poços funerários contendo restos humanos e mais de cem ushabtis de faiança, pequenas estatuetas colocadas nas tumbas para acompanhar o falecido na vida após a morte. 'Guardião dos segredos' Tumba de Sekhentiu-Ptah encontrada no Egito Ministério do Turismo do Egito As inscrições hieroglíficas encontradas na tumba permitiram identificar Sekhentiu-Ptah e reconstruir a extensa lista de cargos que ocupou.

Segundo o ministério egípcio, ele exerceu funções como camareiro real, supervisor das obras do rei, supervisor dos documentos reais, sacerdote da deusa Maat e chefe dos escribas.

Um desses títulos, traduzido como "guardião dos segredos dos decretos reais", pode soar misterioso.

No entanto, é provável que correspondesse a uma função administrativa bastante convencional.

Em entrevista ao portal Live Science, a egiptóloga Ann Macy Roth, da Universidade de Nova York, que não participou da escavação, explicou que o título era comum entre os escribas reais e provavelmente apenas indicava que, por lidar com documentos da corte, ele tinha acesso a informações confidenciais.

Sekhentiu-Ptah viveu durante o Império Antigo, período em que foram construídas as grandes pirâmides, incluindo as de Gizé.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

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