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Análise: Rússia tenta desestabilizar Europa com ataques em “zona cinzenta”

CNN Brasil ·
Análise: Rússia tenta desestabilizar Europa com ataques em “zona cinzenta”

Os ataques da Rússia à Europa visam fazer com que a guerra pareça mais próxima, sem realmente iniciá-la.

Provocar, sem forçar uma resposta.

Alarmar, sem causar uma mudança real de comportamento.

É uma estratégia construída em torno de uma contradição.

Moscou intensificou visivelmente seu conflito de “zona cinzenta” com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Europa nesta última semana.

Desde o final do domingo passado (13), uma ferrovia pela qual viajavam ex-autoridades ocidentais de alto escalão foi atacada por um drone russo; outro drone, provavelmente de origem russa, foi abatido na Lituânia; um terceiro também apareceu na costa polonesa; já um helicóptero dinamarquês escapou por pouco de ser atingido por um sinalizador russo; além de trens holandeses que foram paralisados ​​por um ato de sabotagem cuja autoria ainda não foi reivindicada.

Leia Mais Polônia emite alerta após ataque russo à Ucrânia se aproximar da fronteira Trump chama aproximação da UE com Canadá de "piada" e ameaça novas tarifas Câmara dos EUA aprova sanções à Rússia pela guerra na Ucrânia Nada disso é por acaso.

E tudo isso ocorre após semanas de alertas de que Moscou buscaria uma escalada com a Otan — embora talvez não porque deseje ou tenha condições de sustentar um conflito aberto com a maior aliança militar da história.

Em vez disso, o presidente russo, Vladimir Putin, tem dois objetivos, facilitados por uma administração Trump relutante em contrariá-lo devido às eleições de meio de mandato no país e pelo estado de escassez crítica das defesas aéreas da Ucrânia.

O primeiro objetivo do líder é fazer com que o custo de apoiar a Ucrânia pareça real e crescente, pesando na mente dos eleitores europeus num momento em que partidos de direita pró-Rússia disputam o poder em vários países da região.

O segundo é testar uma obsessão negativa de longa data de Putin, o Artigo 5 — a pedra angular da aliança da Otan, segundo a qual um ataque a um membro é um ataque a todos.

Não resta dúvida: a Rússia está conseguindo realizar atos de sabotagem , violações de fronteira e planos de assassinato que, na Guerra Fria, teriam gerado um temor existencial.

Agora, tudo isso parece algo corriqueiro.

Como me disse um diplomata europeu: “O que está acontecendo agora teria acionado o Artigo 4 da Otan há apenas alguns meses” — referindo-se à cláusula do tratado da aliança que convoca uma reunião de emergência em caso de crise.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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