Lula venceu e é preciso respeitar a voz das urnas
Poucos fora do núcleo duro da campanha petista acreditavam no que aconteceu no domingo, 25.
Na véspera, a grande maioria dos institutos de pesquisa apontava o favoritismo de Flávio Bolsonaro , enquanto muitos analistas políticos lembravam que jamais na história um candidato havia conseguido reverter uma derrota no primeiro turno.
Como se sabe, Lula venceu e com uma vantagem que, dentro das circunstâncias, teve sabor de goleada.
Terá agora enormes desafios pela frente, da economia à segurança, mas chega fortalecido para o próximo mandato com o apoio majoritário do povo.
A oposição disputou de forma acirrada a vitória, até o último momento, e conquistou um enorme e relevante apoio dos eleitores.
Poucos minutos após o anúncio oficial do resultado, no entanto, Flávio Bolsonaro começou a jogar no lixo esse imenso patrimônio político com a declaração de que não irá aceitar o resultado das urnas.
Assim, fez pior do que o lamentável papel de mau perdedor.
Com essa postura, lembrou os pendores negacionistas e antidemocráticos do bolsonarismo.
Características que, aliás, tiveram um peso relevante no resultado final do segundo turno.
Uma derrota costuma ensinar mais que uma vitória.
Flávio Bolsonaro demonstrou ontem que não aprendeu nada com o resultado desfavorável.
Continua após a publicidade A hora não é de questionamentos, não é de guerra.
A hora é de lamber as feridas da derrota e entender o recado das urnas.
Da mesma forma que o antipetismo é um motor das votações no Brasil, o antibolsonarismo também é uma força importante, por tudo o que esse movimento representa.
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