Retaliação aos EUA: o que pode acontecer com preços, empresas e empregos no Brasil
O Brasil deu nesta semana o primeiro passo formal para retaliar os Estados Unidos pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
O governo comunicou a Washington que iniciou consultas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, mecanismo criado para permitir respostas comerciais a medidas consideradas prejudiciais ao país.
Ainda não há uma decisão sobre quais medidas serão adotadas.
A diferença é importante: o Brasil ainda não está aplicando tarifas contra produtos americanos.
O que começou agora é um processo que pode levar a isso ou a outras formas de pressão.
A reação ocorre depois que os EUA impuseram sobretaxas de 25% a determinados produtos brasileiros e uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações de países acusados de não combater adequadamente o trabalho forçado.
Em alguns produtos brasileiros, as duas tarifas se acumulam, levando a uma carga adicional de 37,5%.
O governo brasileiro considera as medidas americanas injustificadas e já levou a disputa à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Agora, a possibilidade de retaliação abre uma nova frente no conflito.
Cenário 1: Brasil sobretaxa produtos americanos A resposta mais simples seria aplicar tarifas sobre mercadorias importadas dos Estados Unidos.
Continua após a publicidade Na prática, isso significa cobrar mais imposto na entrada de determinados produtos americanos no Brasil.
O importador tende a repassar parte desse custo para o preço final.
O problema é que os EUA não vendem apenas produtos acabados ao consumidor brasileiro.
O país também fornece máquinas, equipamentos, componentes industriais, produtos químicos, combustíveis e insumos utilizados por empresas brasileiras.
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