'Chega de chamar honesto de ladrão', diz Lula ao prometer abrir sigilo
O presidente Lula (PT) disse hoje (19) ser honesto e que não vai mais aceitar ser chamado de ladrão, principalmente pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL). "É preciso, de uma vez por todas, acabar com a história de ladrão. Ficar chamando gente honesta de ladrão", declarou durante evento de campanha em Porto Alegre.
No mesmo ato, o presidente prometeu abrir o sigilo telefônico e bancário ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) amanhã (20). O chefe do Executivo também voltou a desafiar Flávio a tomar a mesma medida.
Lula disse que vai mandar ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, uma autorização para abrir o sigilo telefônico dele e dos cinco filhos, incluindo Lulinha, investigado pela Polícia Federal.
Estou mandando para o senhor presidente do Tribunal Superior Eleitoral, abrindo o meu sigilo telefônico, o meu sigilo bancário e da minha família e dos meus filhos, exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo. Lula, em evento em Porto Alegre
O presidente também reclamou da conduta de Flávio durante o debate de ontem (18), na Band. "Não posso permitir que um miliciano fique atrás de mim no debate, com um escrito na mão corrupto, porque corrupto é a família dele", frisou.
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O petista ainda afirmou que, por meio dos dados colhidos pelas autoridades, será possível reconhecer quem é ladrão, ele ou Flávio. "Eu vou entregar [os dados bancários] na expectativa que ele entregue a dele. E eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão nesse país", prosseguiu.
Ontem, no debate na Band, o presidente chegou a fazer a proposta presencialmente ao concorrente. Flávio, no entanto, não respondeu se aceitaria abrir o sigilo bancário e telefônico.
Eu sou presidente da República três vezes, moro num apartamento de 190 metros, comprado em 1998, e um cidadão, que é senador da República, que ganhou o mesmo salário que o presidente da República, possa comprar uma casa de R$ 10 milhões, à vista, sem explicar de onde veio o dinheiro. Lula sobre Flávio, em evento em Porto Alegre
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