Da oração à rede: tradição do pescado conecta rio, mar e tanques e movimenta a economia no ES
Da oração à rede: tradição do pescado conecta rio, mar e tanques e movimenta a economia Antes de falar de peixe, o cacique Kara'í Perú e a mãe, Keretxu Emdey, de 86 anos, que é pajé da Aldeia Piraquê-Açu, em Aracruz, no Espírito Santo, abrem os braços e fazem orações no rio Rio Piraquê-Açu, que margeia a aldeia onde vivem.
O canto, em guarani, pede proteção para os rios, para o mar e para os peixes.
É também um pedido pela comunidade e por quem depende das águas para viver.
Não é uma oração qualquer.
É uma bênção feita por mãe e filho para aquilo que, para os indígenas, representa muito mais do que uma paisagem.
O rio , como explica Perú, é parte da vida da comunidade.
É onde as crianças aprendem a nadar, onde os meninos desenvolvem a pescar e de onde, durante muito tempo, veio parte do alimento que sustenta as famílias.
“O rio, para nós, é uma vida.
É de onde a gente 'tira peixe, tira outras coisa' do rio pra poder alimentar nossa família.
Deus criou o rio e a gente tem que cuidar dele”, disse o cacique.
Ele ainda se lembra de um tempo em que era comum pescar tainha, robalo, pescadinha, vermelho e carapeba naquelas águas.
Também se recorda dos peixes pulando e das crianças dentro da água.
Hoje, ele diz, essa relação mudou. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Eu mesmo tenho dez anos que não pesco nesse rio.
Mais de dez anos! A gente não come peixe desse rio mais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.