Terceiro acusado pela morte de Mãe Bernadete tem julgamento marcado
O assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, terá mais um capítulo no Tribunal do Júri.
O traficante Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, será julgado no dia 13 de outubro, às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.Josevan é apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como um dos responsáveis pela execução da líder quilombola e será o terceiro acusado pelo crime a ser submetido a julgamento popular.
Segundo Hédio Silva, advogado da família de Mãe Bernadete e assistente de acusação, Josevan teria atuado como segundo executor e efetuado diversos disparos contra a vítima.Mãe Bernadete foi morta aos 72 anos, em agosto de 2023, dentro da sede da Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.
O crime completou três anos nesta segunda-feira (17) e provocou repercussão na Bahia e em todo o país.InvestigaçãoConforme a acusação do MP-BA, a atuação de Mãe Bernadete em defesa da comunidade quilombola e sua oposição à expansão do tráfico de drogas teriam colocado a líder em conflito com uma organização criminosa que atuava na região.
Leia Também: POLÍCIA Advogado investigado por estelionato no interior da Bahia é preso em Salvador POLÍCIA Cearense desaparecido durante viagem de trabalho é encontrado morto na Bahia POLÍCIA Criador de conteúdo adulto preso em Salvador por tráfico tem prisão revogada As investigações apontam que a ordem para o assassinato teria sido dada por integrantes da liderança do grupo criminoso.
A suspeita é de que Mãe Bernadete fosse vista como um obstáculo à criação de pontos de venda de drogas e à prática de outras atividades ilegais nas proximidades da barragem de Pitanga dos Palmares.Antes de Josevan, outros dois acusados já foram julgados pelo assassinato.
Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos foram condenados pelo crime.
Marílio, apontado como mandante pela investigação, morreu posteriormente durante uma operação policial.Agora, o julgamento de Josevan deverá analisar individualmente a participação dele na execução da líder quilombola.
A sessão foi marcada por decisão da juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos.
O acusado continua preso preventivament
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