Jeep Avenger traz boa dinâmica, mecânica conhecida, mas incomoda os mais altos
O Jeep Avenger causou alvoroço no dia de ontem (12) ao ser anunciado por R$ 114.990 e alcançou mais de 170 mil views no instagram do Jornal do Carro. Toda essa atenção não é apenas pelo preço atrativo, mas também por ser a chegada do Jeep mais barato do Brasil.
O novo SUV compacto será oferecido em três configurações, sempre com motor 1.0 turbo flex, sistema híbrido leve de 12 volts e câmbio automático CVT.
Mais do que ampliar a gama, o Avenger é o lançamento mais importante da Jeep no Brasil desde a chegada do Commander, em 2021 . Isso porque leva a marca para uma faixa de preços mais baixa e de maior volume, até agora atendida apenas parcialmente pelo datado Renegade.
Feito sobre a plataforma CMP, o Avenger também é o primeiro veículo da Jeep produzido no Polo Automotivo de Porto Real, onde divide, ao menos por ora, espaço com modelos de Citroën e Peugeot. Com ele, a fabricante passa a atuar diretamente entre os SUVs compactos de entrada e ganha munição para encarar Chevrolet Sonic, Renault Kardian e os Volkswagen Tera e Nivus.
O Jeep Avenger traz ChatGPT, que permite, de acordo com a fabricante, "interagir com funções do veículo como navegação, ar-condicionado e mídia". Além disso, a marca diz que o sistema da OpenAI garante "uma experiência conversacional fluída e atualizada".
A apresentação do modelo nas concessionárias está marcada para 20 de agosto. Concessionários já aceitam reserva para o novo SUV compacto - conforme adiantamos nesta reportagem .
O Tera é um dos principais alvos do Avenger. Por conseguinte, também ocupa faixa similar de mercado. Vendido em quatro versões, tem preços entre R$ 107.190 na configuração de entrada 1.0 MPI e R$ 146.190 na High, de topo. Assim, o Avenger começa R$ 7.800 acima do rival, enquanto a opção Limited custa R$ 200 menos que o Tera mais caro.
As três versões do Avenger utilizam o já conhecido motor 1.0 turbo flex de três cilindros com injeção direta. O propulsor foi recalibrado para desenvolver 116 cv com gasolina ou etanol, enquanto o torque máximo é o mesmo: 20,4 kgfm.
Com gasolina, a potência máxima aparece a 5.500 rpm e o torque, a 2.000 rpm. Com etanol, esses números são alcançados a 5.250 rpm e 1.750 rpm, respectivamente.
O sistema híbrido leve combina o motor a combustão com um gerador elétrico de 12 volts e uma pequena bateria de íons de lítio de 256 Wh. O componente auxilia o propulsor térmico em acelerações, recupera energia nas desacelerações e permite um funcionamento mais frequente do sistema start-stop. Como ocorre nos outros MHEV da Stellantis, o Avenger não consegue rodar apenas com eletricidade.
O SUV vem com transmissão automática do tipo CVT com sete marchas simuladas e tração dianteira. Segundo a fabricante, o Jeep Avenger acelera de zero a 100 km/h em 10,7 segundos com gasolina e em 10,3 segundos com etanol. A velocidade máxima é de 185 km/h com os dois combustíveis.
Nos dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o Jeep Avenger registra 12,7 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.