Polícia investiga possível fraude na recuperação judicial do Vasco e apura atuação de dirigente
Caso envolve crédito de ex-jogador que chegou a R$ 8 milhões e possível conflito de interesses de Alan Belaciano A Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro investiga desde maio uma possível fraude contra credores na recuperação judicial do Vasco .
A apuração envolve o cálculo de uma dívida reivindicada pelo ex-jogador Max, que defendeu o clube no início da década de 2010.
Os investigadores também apuram a atuação de Alan Belaciano, atual presidente da Assembleia Geral do Vasco e ex-advogado do atleta.
A Polícia quer descobrir se o dirigente continuou envolvido no processo depois de deixar a defesa de Max e se sua atuação criou algum conflito de interesses.
Polícia investiga crédito que chegou a R$ 8 milhões O Vasco questionou na Justiça o valor apresentado como crédito de Max na recuperação judicial.
Segundo as informações da investigação, a cobrança teria passado de aproximadamente R$ 2,5 milhões para cerca de R$ 8 milhões.
Max já prestou depoimento e explicou que seus atuais advogados apontaram que a ação poderia alcançar aproximadamente R$ 8 milhões.
No entanto, pelas regras da recuperação judicial, o ex-jogador afirmou que teria direito a receber um valor menor, próximo de R$ 5 milhões.
Agora, a Polícia analisa os cálculos e documentos para entender como o crédito chegou ao montante apresentado no processo.
A investigação também busca determinar se alguém incluiu valores que não deveriam integrar a cobrança.
Investigadores apuram atuação de Alan Belaciano Belaciano representava Max quando o ex-jogador iniciou a ação, em 2016.
Ele deixou oficialmente a defesa no ano seguinte, mas afirmou que participou de audiências em 2017 e 2019 a pedido do antigo cliente.
A Polícia tenta esclarecer até quando essa participação continuou e qual papel Belaciano exerceu no processo após deixar formalmente o caso.
Os investigadores também querem saber se ele participou de negociações envolvendo o crédito posteriormente.
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