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Netflix, Amazon e YouTube fazem lobby por esportes no streaming nos EUA

UOL Tilt ·
Netflix, Amazon e YouTube fazem lobby por esportes no streaming nos EUA

Netflix, Amazon e YouTube anunciaram no último dia 14 de setembro uma frente de lobby em Washington para defender os interesses do streaming, incluindo a transmissão de esportes ao vivo. A iniciativa surge enquanto autoridades americanas questionam o custo e os efeitos de distribuir partidas entre vários serviços. A disputa envolve a liberdade das ligas para vender direitos e o acesso de quem quer assistir aos jogos.

Em reportagem sobre o tema, o Axios vincula a criação desta coalizão ao interesse comum em preservar a possibilidade de disputar direitos esportivos sem que o governo favoreça a televisão aberta. Isso protege um negócio no qual as ligas repartem sua programação entre compradores e as plataformas usam eventos exclusivos para atrair assinantes. A promessa de mais escolha precisa ser examinada também do lado de quem paga.

A NFL, principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, mostra a diferença. Segundo um documento da FCC, a agência federal de comunicações, seus jogos passaram por dez serviços em 2025. Vinte partidas da temporada regular e uma dos playoffs tiveram distribuição nacional exclusiva em quatro plataformas: Amazon Prime Video, YouTube, Peacock e Netflix. Mike Ward, vice-presidente senior de políticas públicas e relações governamentais da TechNet vai liderar a SACA.

Para acompanhar os eventos desejados, o torcedor pode precisar combinar assinaturas. A competição entre empresas pela compra dos direitos não garante que ele possa escolher onde assistir a uma partida específica. Se o jogo é exclusivo, o serviço que o comprou controla aquela opção de acesso, ressalvadas as transmissões locais previstas em contrato.

A NFL apresenta um contraponto: em abril, afirmou que mais de 87% de seus jogos continuavam disponíveis na televisão aberta e que todas as partidas eram exibidas gratuitamente nos mercados locais das equipes participantes, conforme registrou a Reuters. A FCC também reconhece a exigência contratual de transmissão local dos jogos exclusivos de plataformas.

Essas informações impedem tratar o caso como uma retirada generalizada da NFL da TV gratuita. Elas também não eliminam o problema de quem acompanha um time fora de seu mercado local ou quer assistir a partidas distribuídas em outros pacotes. A proporção de jogos na televisão aberta e o número de serviços necessários para cada torcedor respondem a perguntas diferentes.

A SACA associa a escolha do consumidor à variedade de serviços, aos recursos das plataformas e à liberdade de negociar direitos esportivos. Para o torcedor, essa escolha depende também de quanto custa reunir os jogos que deseja assistir: a popularidade do streaming, sozinha, não demonstra satisfação com preços ou exclusividades.

As emissoras acrescentam outro argumento ao debate, ao relacionar a perda de direitos esportivos à redução das receitas que financiam o jornalismo local, mas essa relação precisa ser demonstrada com dados de suas operações.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.

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