Polícia faz operação contra desvio e venda ilegal de armas que movimentou R$ 26 milhões no Amapá
Investigação foi conduzida pela Draco Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil investiga, por meio da Operação Senhor das Armas, um esquema de desvio e comércio ilegal de armas de fogo e munições no Amapá.
Segundo as investigações, os principais suspeitos são um tenente da Polícia Militar, sua esposa — também policial militar — e um agente de segurança.
Eles são apontados como líderes da organização criminosa, que teria movimentado mais de R$ 26 milhões.
Na manhã desta terça-feira (25), durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, documentos e provas materiais.
A polícia encontrou duas espingardas em posse do armeiro e identificou a oficina clandestina usada para adulteração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 O g1 entrou em contato com a Polícia Militar do Amapá, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Como funcionava o esquema Segundo as investigações, o tenente aproveitava sua função como responsável pelo armário forte do Fórum de Macapá para desviar armas e munições sob custódia judicial.
O agente de segurança cuidava da logística, retirando os armamentos e transportando-os, sempre recebendo em dinheiro vivo.
O arsenal era entregue a um armeiro, que mantinha uma oficina clandestina, onde adulterava as armas — raspando numerações — e as vendia por meio de catálogos em aplicativos de mensagens.
O destino principal eram facções criminosas, que compravam em massa para armar seus membros.
A esposa do tenente atuava no braço financeiro, realizando depósitos fracionados, movimentando valores por meio de laranjas e empresas de fachada, e lavando milhões de reais.
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A Justiça determinou também o bloqueio de bens e contas dos investigados, em um montante que pode ultrapassar R$ 26 milhões.
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