Famosos em polvorosa: psicóloga explica o que, afinal, faz uma pessoa ter carisma
A repercussão da lista da coluna GENTE que reúne celebridades com carência de carisma , que inclusive gerou reação de alguns dos citados como exemplos, reacendeu uma discussão que vai além da fama.
Afinal, o que faz alguém ser carismático? Muito além da filosofia, a definição, segundo a psicóloga Denise Milk , está menos relacionada à aparência ou extroversão e mais à capacidade de criar conexão com os outros.
“Não se trata apenas de ser extrovertido ou falar bem, mas de um conjunto de características, como presença, autenticidade, empatia, segurança e capacidade de se comunicar de maneira que o outro se sinta visto e ouvido”, explica.
Nomes como Juliana Paes, Fábio Jr., João Gomes, Leonardo, Sabrina Sato, Ivete Sangalo, Leo Santana, Maisa, Tadeu Schmidt e Leticia Colin são, inegavelmente, exemplos de artistas carismáticos.
Entre tantos outros… Segundo a especialista, o carisma acontece principalmente na interação e também depende da forma como a pessoa é percebida.
“Ela pode ser considerada extremamente carismática em determinado grupo e não provocar a mesma impressão em outro”, afirma a psicóloga, acrescentando que cultura, valores, experiências pessoais e expectativas também influenciam essa avaliação.
Ou seja, para os que são taxados de “sem carisma” não se chatearem de vez, há sempre alguém pronto para pensar o contrário deles.
E por que há quem se chateia tanto com isso? No ambiente profissional, carisma pode favorecer liderança, negociação, networking e trabalho em equipe.
Além de convites para publicidade – o que aumenta seu faturamento.
Mas tal característica não substitui competência ou ética.
Continua após a publicidade Por outro lado, os carismáticos devem ficar em alerta, pois o excesso pode trazer complicações.
É o caso daqueles que têm a necessidade de ser aceitos, e isso passa a orientar seu comportamento.
“Quando uma pessoa depende constantemente da aprovação externa para se sentir valorizada, pode desenvolver relações mais baseadas na validação do que na autenticidade.
Isso pode gerar ansiedade, desgaste emocional e dificuldade para estabelecer limites”.
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