Série de problemas físicos de João Fonseca preocupa e prejudica temporada
Em janeiro, uma lesão na região lombar fez João Fonseca deixar de disputar os ATPs de Brisbane e Adelaide. Em maio, o carioca de 19 anos citou um problema no punho direito para não jogar o ATP 500 de Hamburgo. Em junho, foi o ombro direito que tirou João do ATP 250 de Eastbourne. Agora, em agosto, por conta de uma lesão abdominal, o número 1 do Brasil e 26 do mundo abandona o Masters 1000 de Cincinnati.
Quatro problemas físicos diferentes e cinco desistências em sete meses. Além disso, Fonseca disputou o Australian Open, o ATP de Buenos Aires e o Rio Open sem estar em condições ideais como consequência da primeira lesão. Para os fãs - e qualquer pessoa olhando de fora - temos um cenário preocupante.
O corpo de João não está pronto para uma temporada inteira nesse nível? Seria necessário um ajuste na preparação física do brasileiro? Seriam só coincidências infelizes? São perguntas que o Time Fonseca deve (ou deveria!) estar se fazendo. Sim, a equipe de João sempre foi cautelosa e sempre optou por não competir quando há algum incômodo ou desconforto, mas se essas dores vêm com frequência e atrapalham a sequência do trabalho em quadra (sem falar nos resultados), há algo a, no mínimo, avaliar (ou reavaliar).
O que não cabe questionar é que há algo distante do ideal no momento. É bem verdade que todos no Time Fonseca falam em trabalho a longo prazo e que não há pressa para essa escalada no ranking (e acho uma boa linha de pensamento), mas também é inegável que João já deixou muitos pontos na mesa. Nesta semana, é forçado a passar uma ótima chance de alcançar as oitavas em um Masters 1000, já que era favoritíssimo contra Christopher O'Connell na partida que seria disputada nesta terça-feira.
- Falei no Café e escrevi aqui: o planejamento do calendário de João Fonseca nunca foi tão econômico quanto pode parecer. Ele pretendia competir mais. No entanto, já são cinco eventos só este ano em que ele não consegue jogar por conta de problemas físicos. Aumentar essa carga não fará João jogar melhor.
- Lado esquerdo do abdômen costuma incomodar muito no movimento de saque e smash. O comunicado de João não entra em detalhes, mas talvez esse incômodo venha desde Montreal e ajude a explicar a grande queda de velocidade em seu saque. Aconteceu tanto na partida contra Shelton no Canadá quando no segundo set do duelo com Van de Zandschulp em Cincinnati. Será?
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