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De onde vêm as ameaças para a Audi de Bortoleto na segunda metade do ano

UOL Esporte ·
De onde vêm as ameaças para a Audi de Bortoleto na segunda metade do ano

A Audi do brasileiro Gabriel Bortoleto se colocou firmemente na luta pelas últimas colocações na zona de pontuação com a Racing Bulls especialmente depois da atualização bem sucedida do carro no GP da Áustria e da grande melhora na confiabilidade do carro, que começou a ser notada após novidades estrearem no motor, no GP do Canadá.

Mas a segunda metade do campeonato, que começa neste fim de semana com o GP da Holanda, traz seus perigos para a sequência de três corridas dos alemães nos pontos.

Tanto o diretor de corridas da Audi, Allan McNish, quanto o próprio Bortoleto, deixaram claro que não é de se esperar grandes evoluções no carro ou no motor da Audi na segunda metade do ano. A avaliação da equipe é de que o carro atingiu cedo um nível bastante alto - suficiente para estar na briga por vitórias com um motor Mercedes, por exemplo - e as mudanças necessárias na unidade de potência precisam de mais tempo para serem feitas. Ou seja, o que se ganharia despejando recursos no carro no restante desta temporada seria pouco em comparação ao salto que pode ser dado alocando os mesmos recursos no carro do ano que vem.

Quem está atrás da Audi no momento, contudo, não vive a mesma situação. A Alpine, equipe que tem estado mais próxima de Bortoleto e Nico Hulkenberg, terá um pacote de atualizações já na etapa deste fim de semana. E não é a única com condições de chegar nesta disputa.

A Aston Martin trouxe praticamente um carro novo para o GP da Hungria e, mesmo sem ainda otimizar o pacote, já melhorou cerca de dois segundos por volta. Em Zandvoort, vão usar também a atualização do motor Honda, o que pode levar o time das últimas colocações no Q2 para a parte da frente deste grupo, justamente onde está a Audi.

Mais atrás, a Williams também promete um carro praticamente novo para o GP do Azerbaijão, no final de setembro. O time tem patinado com as novidades que tem trazido, mas somente com a redução significativa do peso, ganhará alguns décimos de segundo. Se, além disso, as novas peças melhorarem efetivamente o equilíbrio do carro, é mais uma equipe entrando na disputa.

Então por que a Audi não muda os planos e traça um plano de desenvolvimento mais agressivo para a segunda metade do ano? Os alemães, que estreiam neste ano como equipe na F1, deixaram claro inúmeras vezes que seu objetivo é lutar por vitórias no final da década. Então faz mais sentido direcionar os recursos para o próximo passo, quando o motor também tiver uma evolução importante.

A Audi contratou Wolf Zimmermann e Lars Schmidt, vindos da Ferrari, para liderar o projeto da unidade de potência e os engenheiros só começaram a trabalhar já neste ano. As mudanças propostas por eles, portanto, precisam de tempo para serem desenvolvidas, e isso ajuda a explicar a falta de atualizações de hardware no motor por enquanto. A Audi introduziu apenas alterações para melhorar a dirigibilidade, algo que ajudou Bortoleto e Hulkenberg desde o GP da Espanha.

O trabalho da equipe agora será mais na otimização do que eles têm em mãos, com uma ou outra peça sendo introduzida daqui até o final do ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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