Presidente da Câmara de Guarapuava e vereador são denunciados por esquema de corrupção
MP denuncia presidente da Câmara e vereador de Guarapuava por suposta corrupção O Ministério Público do Paraná denunciou o presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, Pedro Moraes (MDB), e o vereador Danilo Dominico (PP), por envolvimento em um esquema de corrupção.
Eles negam o crime.
Além dos dois vereadores, um servidor público municipal e um empresário sócio de uma farmácia da cidade também foram denunciados.
Os nomes deles não foram divulgados. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Segundo o Ministério Público, os suspeitos atuaram para regularizar a construção de uma farmácia que havia sido iniciada em 2019 sem aprovação do projeto arquitetônico ou a obtenção de licença para construir.
A denúncia atribui aos envolvidos os crimes de associação criminosa, advocacia administrativa, prevaricação, corrupção ativa, corrupção passiva, crime funcional contra a ordem tributária e lavagem de ativos.
Educação no canteiro de obras ou no shopping: empresas oferecem aulas durante o expediente para trabalhadores concluírem estudos Vereadores de Guarapuava Pedro Moraes e Danilo Dominico, suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção Câmara Municipal de Guarapuava; Reprodução/Redes Sociais Quase R$ 100 mil em pagamentos As investigações apontaram que, entre 2022 e 2023, o empresário buscou regularizar a construção do edifício, mas a Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo embargou a obra e informou que seria solicitado o embargo judicial em razão de irregularidades consideradas insanáveis.
Depois disso, um dos empresários procurou, no fim de agosto de 2023, o presidente da Câmara Municipal para obter ajuda para liberar a obra.
Nos dias seguintes, o empresário pagou uma primeira parcela para que os envolvidos intermediassem a regularização da construção.
Ao fim do procedimento de regularização, o empresário realizou o segundo pagamento.
Segundo as investigações, depósitos em dinheiro nas contas bancárias do presidente da Câmara, do então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor público do setor tributário do município totalizaram R$ 99.650.
Conforme o MP, em contrapartida ao pagamento, o presidente da Câmara atuou para que o então secretário municipal de Habitação e Urbanismo, Danilo Dominico, promovesse a regularização ilegal da construção.
Diante da recusa de profissionais do setor técnico em assinar os documentos necessários, o então secretário assinou o alvará de licença para construção, o certificado de conclusão da obra e a aprovação do projeto, embora não tivesse formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.
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