Mais um caso: açougueiro relata 9 dias de angústia após erro em teste de HIV
Os nove dias mais longos e angustiantes da vida de Adilson Pires Chaves começaram quando ele recebeu, por engano, um diagnóstico positivo de HIV.
O exame feito foi um teste rápido e o resultado saiu na hora numa USF (Unidade de Saúde da Família) de Campo Grande.
Entre aquela notícia, o tempo de processar o que estava acontecendo e procurar outros locais para refazer o exame, o homem dormiu pouco, faltou ao trabalho e ficou sem saber o que seria do casamento a partir dali.
“Tem uma igreja bem na frente do postinho.
Fiquei sentado lá.
Aí liguei para o meu patrão e falei: ‘Não vou hoje não.
Depois nós conversamos sobre esse assunto’.
Quando eu voltei a trabalhar, levantava de madrugada e saía para catar latinha na rua para esfriar a cabeça até dar o horário do expediente”, lembra.
Adilson decidiu que não teria mais relações sexuais com a esposa.
Ele não pensou na possibilidade de contato com objeto cortante ou sangue contaminados, a traição era a principal suspeita.
“Como que eu ia falar para ela que eu estava com HIV? E se eu fosse um cara que não tivesse a cabeça no lugar, se eu não procurasse uma igreja primeiro? Se eu não traí ela, quem traiu?”, se questionou, na época.
Resultados da pesquisa sobre "sintomas do HIV" na internet o deixaram ainda mais desesperado.
"Ânsia de vômito, dor de cabeça, diarreia.
Foi o que apareceu no celular e deu tudo isso em mim, você acredita?", diz.
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