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Diretores de ‘Naza’, documentário sobre ataques em Gaza, têm cidadania ameaçada por Israel

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Diretores de ‘Naza’, documentário sobre ataques em Gaza, têm cidadania ameaçada por Israel

O ministro da Cultura de Israel pediu a revogação da cidadania dos diretores israelenses de Naza , documentário sobre os ataques contra civis em Gaza, e os acusou de “traição contra o Estado”.

O título do filme faz referência a uma sigla usada pelo serviço de inteligência israelense para indicar o número de civis que, segundo sua estimativa, morrerão em um ataque aéreo contra Gaza.

Na produção, Yuval Abraham e Rachel Szor entrevistam 24 denunciantes das Forças Armadas e dos serviços de inteligência de Israel, que relatam o uso de sistemas de inteligência artificial na seleção de alvos dos bombardeios.

Em um dos depoimentos, uma fonte afirma que houve autorização para matar 500 pessoas com o objetivo de eliminar um integrante do Hamas.

Com 80 minutos de duração, Naza recebeu no último sábado, 12, o prêmio especial do júri no Festival de Cinema de Veneza , após ser ovacionado por 25 minutos, passando a ser um recorde do evento.

Continua após a publicidade No domingo, 13, o ministro da Cultura de Israel, Miki Zohar , acusou os cineastas de estarem dispostos a “prejudicar sua pátria para receber aplausos de antissemitas de todo o mundo”.

“Vou agir imediatamente para revogar a cidadania israelense desses criadores desprezíveis por traição contra o Estado”, escreveu o israelense no X (antigo Twitter). הזכייה של הסרט הנבזי נז״א בפסטיבל ונציה מזעזעת. השנאה העצמית היוקדת של היוצרים שמוכנים לפגוע במולדתם כדי לקבל מחיאות כפיים מהאנטישמים בעולם בלתי נתפסת ומהווה בגידה במדינה. זו בדיוק הסיבה שהובלתי את הרפורמה החשובה בקולנוע כדי שאזרחי ישראל לא ישלמו יותר מכיסם על הפגיעה בחיילי צה״ל… — Miki Zohar מיקי זוהר (@zoharm7) September 13, 2026 Continua após a publicidade A declaração foi seguida por novas críticas de integrantes do governo israelense.

Abraham e Szor já haviam vencido o Oscar em 2025 por No Other Land , documentário sobre a violência de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, classificou a dupla como “uma vergonha e um constrangimento para todo o povo de Israel” e disse: “Vão embora!”.

Em seguida, acrescentou: “Tenho certeza de que seus amigos, ou seja, nossos inimigos do Hamas em Gaza, vão recebê-los de braços abertos”.

Continua após a publicidade O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, também criticou a produção.

Segundo ele, o documentário é “baseado em difamações de sangue, distorções deliberadas da realidade e graves acusações falsas contra soldados e comandantes das Forças de Defesa de Israel”.

Zamir afirmou ainda que advogados militares avaliam “possíveis medidas legais relacionadas ao filme e às pessoas envolvidas nele”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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