Um gigante de 25 metros apareceu onde ninguém esperava: fóssil na Espanha é o primeiro Diplodocus confirmado fora da América do Norte
Descoberta de 14 vértebras na Espanha confirma a presença de Diplodocus na Europa e revela antigas conexões entre continentes
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um dinossauro de pescoço comprido, cauda gigantesca e aproximadamente 25 metros de comprimento mudou o mapa de distribuição de um dos animais mais conhecidos da pré-história. Paleontólogos identificaram fósseis de Diplodocus na Espanha, em rochas formadas há cerca de 150 milhões de anos, durante o Jurássico Superior. Até então, todos os exemplares confirmados desse gênero haviam sido encontrados na América do Norte. A descoberta, publicada em setembro de 2026, revela que esses enormes herbívoros também habitaram o território que hoje corresponde à Península Ibérica.
A descoberta começou em 2008, quando um morador alertou pesquisadores sobre ossos expostos em uma encosta do sítio paleontológico La Tejería, no município de El Castellar, província espanhola de Teruel.
As escavações conduzidas pela Fundação Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis recuperaram 14 vértebras da cauda e vários ossos chamados arcos hemais, localizados na parte inferior das vértebras caudais. A conservação permitiu comparações anatômicas detalhadas com fósseis norte-americanos.
Os ossos pertenciam a um saurópode de grandes dimensões. Comparando o tamanho das vértebras com esqueletos conhecidos, os pesquisadores estimaram um comprimento corporal próximo de 25 metros.
Embora impressionante, essa medida representa uma reconstrução baseada em partes do esqueleto, não o comprimento de um indivíduo completo. A posição e as proporções das vértebras foram fundamentais para reconhecer sua identidade.
O gênero Diplodocus foi descrito cientificamente no século XIX, a partir de fósseis encontrados nos Estados Unidos. Durante décadas, os exemplares confirmados permaneceram associados à Formação Morrison, uma extensa unidade geológica do oeste norte-americano.
Outros dinossauros da família Diplodocidae já haviam sido identificados em diferentes continentes, incluindo a Europa. Entretanto, encontrar um parente próximo não significa encontrar o próprio gênero Diplodocus. Essa distinção torna o exemplar espanhol especialmente importante.
O estudo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology , em 14 de setembro de 2026, foi conduzido por paleontólogos da Fundação Dinópolis, incluindo Sergio Sánchez-Fenollosa e Alberto Cobos.
A equipe examinou características anatômicas das vértebras e realizou análises filogenéticas utilizando diferentes métodos estatísticos. Os resultados posicionaram consistentemente o exemplar dentro do gênero Diplodocus. Entretanto, como apenas parte da cauda foi recuperada, os pesquisadores adotaram a identificação conservadora Diplodocus sp., sem atribuí-lo a uma espécie específica.
O novo exemplar representa uma das descobertas mais completas de diplodocídeos na Europa, apesar de preservar somente partes da cauda. Os ossos fornecem informações suficientes para investigar relações evolutivas e comparar animais separados por milhares de quilômetros.
A descoberta também amplia o conhecimento sobre os ecossistemas costeiros do Jurássico Superior na atual Espanha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.