Com 147 km de duplicações, 29 novas passarelas e 54 dispositivos de acesso e retorno, projeto de R$ 5,8 bilhões vai transformar uma ligação estratégica entre o interior e o litoral brasileiro
A ampliação prevista combina novas pistas, acostamentos e cruzamentos reorganizados em uma rota utilizada pelo transporte de mercadorias.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A movimentação de cargas entre o interior e a região portuária depende de rodovias que também atendem moradores e pequenas cidades. No oeste e sudoeste paulista, o Lote Paranapanema reúne 285 quilômetros de vias, incluindo a Raposo Tavares, com duplicações e novos dispositivos previstos em contrato de concessão.
O sistema inclui a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) , entre Ourinhos e Itapetininga, além de ligações estaduais complementares. São cerca de 285 km de estradas em uma área marcada por transporte agrícola, atividade urbana e deslocamentos intermunicipais.
A proposta integra o fortalecimento de uma rota logística do interior paulista em direção ao Porto de Santos . Essa ligação depende de outras rodovias além das administradas no lote, portanto não representa um trajeto portuário isolado.
O projeto prevê 147 km de duplicações , ampliando trechos de pista simples com pistas destinadas a sentidos separados. Também contempla 56 km de acostamentos a implantar ou adequar, úteis para paradas emergenciais onde houver condições seguras.
Há ainda 13 km de marginais , importantes para afastar parte dos movimentos locais das faixas de maior velocidade. A combinação procura enfrentar problemas diferentes: fluxo intenso, necessidade de ultrapassagens e acessos a propriedades e cidades.
O total corresponde a 15 dispositivos em desnível e 39 dispositivos em nível . Nos primeiros, os movimentos podem ser separados por estruturas em alturas diferentes; nos segundos, o cruzamento ou retorno acontece no mesmo plano, com organização específica.
Esses dispositivos não têm função idêntica às 29 passarelas previstas, que atendem pedestres. A qualidade do conjunto depende da posição de cada intervenção, da sinalização e da conexão com os caminhos utilizados diariamente.
A concessão prevê R$ 5,8 bilhões em investimentos privados ao longo de 30 anos . Os recursos abrangem obras de ampliação, dispositivos de segurança, melhorias operacionais e outras obrigações definidas no contrato.
O pacote também inclui 84 pontos de ônibus , o que reforça a necessidade de atender usuários que não percorrem grandes distâncias. As obras devem ser executadas por fases, e o valor global não indica gasto imediato.
Sim. O leilão ocorreu em 5 de setembro de 2025 , e o primeiro mês de operação da concessão foi registrado pelo governo paulista em abril de 2026. A fase inicial incluiu atendimento a usuários e melhorias operacionais.
O início dos serviços de operação não deve ser confundido com a entrega dos 147 quilômetros duplicados. Obras maiores dependem de projetos, licenças e calendários de execução previstos para os diferentes segmentos.
Em trechos modernizados, pistas separadas podem tornar mais previsível o encontro de veículos pesados com o tráfego de passeio. A reorganização de retornos pode reduzir manobras conflitantes, sobretudo nas proximidades das cidades.
Os benefícios dependem de obras conectadas e manutenção permanente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.