Medo de tiros, dificuldade nos estudos e busca por proteção: os efeitos da megaoperação em crianças e jovens da Penha
Professor de pré-vestibular avalia impactos de megaoperação nos alunos A megaoperação que deixou 122 mortos nos complexos da Penha e do Alemão teve efeitos que permaneceram na rotina da comunidade mesmo depois do fim dos confrontos.
Um ano depois, crianças e adolescentes relatam medo de sair de casa, de ir à escola e de frequentar espaços de lazer.
Os depoimentos revelam como uma ação policial de grandes proporções atravessa o cotidiano de moradores que convivem há anos com a violência e a insegurança. 📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos.
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A preocupação com novos tiroteios e a interrupção dos estudos também estão entre os efeitos da violência na vida de crianças e adolescentes do Complexo da Penha, segundo os profissionais.
Na Vila Cruzeiro, o professor Marcelo Martins viveu de perto um dos episódios que marcaram aquele dia: corpos foram colocados em frente ao espaço onde funciona o projeto social Estudando para Vencer, e ele ajudou na retirada nas buscas por mortos na mata da Serra da Misericórdia, de onde dezenas de corpos foram removidos durante a madrugada.
Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025.
Ricardo Moraes/Reuters ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Para quem trabalha com crianças e adolescentes na região, os efeitos da violência não se limitam ao momento dos confrontos.
O medo pode interferir na frequência às aulas, na participação em atividades de lazer e na possibilidade de circular pelo próprio território.
Também afeta as famílias e os profissionais que tentam manter espaços de acolhimento e oportunidades para os jovens.
Faltas às aulas e prejuízo aos estudos Marcelo é professor de Matemática, nasceu e cresceu na Vila Cruzeiro e fundou o Estudando para Vencer, iniciativa comunitária que oferece preparação para vestibulares e escolas técnicas.
O projeto já ajudou alunos a ingressar em universidades públicas e instituições de ensino técnico.
Ele ressalta que a operação aconteceu na semana anterior ao Enem.
Naquele período, o projeto não conseguiu manter a rotina de aulas e revisões como havia planejado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.