Vasco x Flamengo: pré-jogo teve climão em shopping, acordo e PM em alerta
O senso comum ocorrido esta semana foi em relação à divisão de ingressos para o clássico, mas parou por aí. Inicialmente, o mandante Vasco optou por definir uma carga de 90% para os cruzmaltinos e apenas 10% aos flamenguistas, ainda em tom de represália às negativas do consórcio do Maracanã à realização da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, algo que gerou uma guerra judicial que foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Foi preciso a CBF e a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) intermediarem um acordo com o Vasco na última segunda-feira para que a divisão se alterasse para 50/50, como ocorrido no clássico de ida, no Maracanã, com mando do Flamengo.
Em nota, o Cruzmaltino afirmou que "a decisão reflete uma convicção da atual gestão: defender os interesses do Vasco não significa deixar de reconhecer a importância do diálogo, do equilíbrio institucional e da responsabilidade coletiva com o futebol".
Como a venda já havia sido iniciada para os vascaínos, o clube precisou remanejar seus torcedores que haviam adquirido ingressos para o setor que agora será destinado ao Flamengo.
A própria escolha do Nilton Santos também foi um misto de represália com "cansaço" por parte do Vasco, além de um tempero de ironia feito pelo presidente da Assembleia Geral vascaína, Alan Belaciano, que citou o argumento de veto do Flamengo na Sul-Americana como motivo da opção pela casa do Botafogo:
"Vamos jogar no Engenhão porque estamos muito preocupados com a situação do gramado do Maracanã. O Fluminense joga na véspera (ontem, contra o Internacional), e a gente não quer prejudicar o gramado de forma alguma. Vamos deixar o consórcio cuidar do gramado dessa vez", disse ao "ge" semana passada.
A flexibilidade do Vasco aos pedidos de CBF e Ferj também tem um interesse futuro: São Januário.
O clube tem conversas com autoridades para obter a ampliação da capacidade do estádio tanto para clássicos, em 2027, como também já para a semifinal da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, no dia 8 de novembro. A informação inicial foi dada pelo canal "Atenção Vascaínos" e confirmada pelo UOL .
Em contrapartida às solicitações, o Cruzmaltino conta com o apoio das entidades nos pleitos.
Um episódio que simboliza bem a relação nada amistosa entre as diretorias ocorreu na semana passada, de maneira inesperada, e que gerou um verdadeiro climão.
O UOL apurou que no dia seguinte à eliminação do Flamengo para o Estudiantes, na semifinal da Libertadores, o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, e seus aliados da diretoria estavam em um restaurante no shopping Village Mall, no bairro da Barra da Tijuca, na zona Sudoeste (RJ).
Sem saber, dirigentes do Vasco também foram para o mesmo estabelecimento. Porém, quando avistaram o presidente rubro-negro com seus pares, preferiram dar meia volta e escolheram outro local para o almoço.
Após reunião realizada na última terça-feira, as autoridades definiram uma megaoperação para o clássico de hoje, que é avaliado como de alto risco.
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