Pensando em pular o treino de perna? Malhar panturrilha pode ser a chave para a longevidade
A eficiência cardiovascular, o metabolismo e até a taxa de glicose no sangue são influenciados por um grupo muscular que muitos negligenciam: a panturrilha.
Há anos, cientistas medem o potencial dos músculos desta região para promover a metabolização de gordura e glicose, fortalecer o sistema cardiovascular e aumentar o tempo de vida.
A relação entre a panturrilha e a saúde cardíaca é tão conhecida que muitos passaram a chamar a região de “segundo coração”.
E, assim como no músculo cardíaco, a força dos tecidos nessa área também afeta a circulação.
“A nossa ‘batata da perna’ tem a função de auxiliar o retorno do sangue que já circulou pelo corpo, chamado de sangue venoso, para o coração”, diz o cardiologista Fábio Lordelo.
“Imagine a força intensa da luta da panturrilha contra a gravidade para jogar esse sangue todo de volta.
É aí que entra a atividade física “.
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Após uma série de elevações de calcanhar sem carga, os participantes apresentaram elevação glicêmica 32% menor que no estado sedentário.
O mesmo exercício foi usado para estimular o músculo mais profundo da panturrilha, o sóleo, por pesquisadores da Universidade de Houston em 2022.
Além de dobrar a taxa de metabolismo do chamado “colesterol ruim” (VLDL), o treino feito em jejum reduziu o excesso de insulina no sangue em 60%.
Um estudo anterior na revista Diabetes Care viu redução de até 30% na resposta insulínica em indivíduos que, em vez de permanecer sentados por longos períodos, faziam pausas de alguns minutos a cada meia hora para caminhar ou fazer rotações e elevações de tornozelo e calcanhar.
Ainda, pesquisadores da Mayo Clinic apontaram a capacidade da panturrilha de bombear sangue como um fator preditivo da mortalidade em artigo publicado na Vascular Medicine.
Os testes foram replicados e expandidos em 2024, e a conclusão foi a mesma: quanto menor o volume bombeado pela panturrilha, maior o risco de mortalidade a longo prazo.
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