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O que um empresário deveria perguntar aos candidatos sobre IA

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O que um empresário deveria perguntar aos candidatos sobre IA

Lula e Flávio Bolsonaro falam da tecnologia em seus planos de governo, mas as ênfases são bem diferentes

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A inteligência artificial entrou formalmente na campanha presidencial. Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois candidatos que aparecem à frente nas pesquisas de intenção de voto, dedicam espaço específico à tecnologia.

No programa de Lula, o tema aparece em “Economia digital” , capítulo organizado em torno do conceito de soberania digital. O plano propõe desenvolver capacidade brasileira para operar, regular e governar tecnologias estratégicas e prevê uma cadeia que vai de data centers e serviços de nuvem a supercomputação, modelos de linguagem, hardware e software nacionais. Também promete acelerar a difusão da IA pelo setor produtivo.

Flávio trata do assunto em “Tecnologia e inovação” , partindo da ideia de que a tecnologia deve cumprir duas funções: modernizar o Estado e elevar a produtividade. O programa propõe uma Estratégia Nacional de Inteligência Artificial para difundir a tecnologia em larga escala entre micro, pequenas e médias empresas e também prevê compras públicas, GovTech, investimento em pesquisa e aproximação entre universidades e empresas.

A adoção de IA pelas empresas brasileiras avança rapidamente. O ponto que mais as preocupa não é o acesso à tecnologia, mas a capacidade de aumentar a produtividade por meio dela.

Pesquisa do Sebrae realizada entre março e maio deste ano encontrou 52% dos pequenos negócios utilizando IA nas duas semanas anteriores à entrevista, principalmente em marketing, atendimento ao cliente e gestão de estoques. Sessenta por cento pretendiam adotar ou ampliar o uso nos seis meses seguintes.

Já nas grandes empresas, que faturam entre 40 milhões de reais e mais de 10 bilhões de reais anuais, levantamento da Bain identificou 95% de adoção. Mas a mensuração dos resultados continua sendo um desafio: embora 91% dos executivos entrevistados disseram que a tecnologia atendeu ou superou suas expectativas, apenas 62% conseguiram mensurar o impacto financeiro efetivo. Segundo o estudo, as restrições para avançar já são “muito mais organizacionais do que tecnológicas” .

A integração da IA aos processos de trabalho envolve desafios diferentes, portanto, conforme o tamanho e a maturidade da empresa.

Para uma grande organização, trata-se de integrar bases de dados, estabelecer governança e levar aplicações à escala. Segurança e privacidade dos dados, falta de expertise e informações internas estão entre os principais obstáculos identificados pela Bain.

Para a pequena empresa, a dificuldade frequentemente começa antes: descobrir o que fazer com a tecnologia. Entre os pequenos empresários que não planejavam adotar IA, 38% apontaram falta de conhecimento sobre suas capacidades.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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