Halsey entrega um show de rock sólido no Palco Mundo do Rock in Rio 2026
Halsey desembarcou no Rock in Rio 2026 com uma infecção que, nos dias anteriores, deixou fãs brasileiros em alerta .
Ainda assim, subiu ao palco — e subiu com tudo! Com uma banda pesada, energia de rock e uma proposta que pode surpreender quem conhece apenas “ Without Me ” e “ Closer ”, a apresentação no Palco Mundo, no último domingo, 13, foi uma das mais intensas e barulhentas: foi de mosh pits a uma balada no violão iluminada por celulares.
The Great Impersonator (2024), quinto álbum de Halsey (e que dá nome à turnê), nasceu durante o tratamento de lúpus e de uma rara doença linfoproliferativa de células T.
A artista chegou a temer que fosse o seu último disco.
Gravado, nas palavras dela, “no espaço entre a vida e a morte”, o projeto atravessa décadas e subgêneros do rock, do folk ao grunge, como se quisesse testar múltiplas versões de si antes de seguir adiante.
A turnê que chegou ao Brasil — a primeira passagem pelo país em três anos — revisita a carreira com arranjos mais roqueiros; ao vivo, esse conceito ganha uma força que o álbum, sozinho, não consegue entregar.
“ Nightmare ” abriu o show com a intensidade necessária para deixar claro o que estava por vir.
“ I Am Not a Woman, I’m a God ”, de If I Can’t Have Love, I Want Power (2021), e “ Castle ”, de BADLANDS (2015), vieram em seguida e mostraram que a base brasileira guarda a discografia na memória.
“ You Should Be Sad ” e “ Bad at Love ”, de Hopeless Fountain Kingdom (2017), foram outros momentos em que o Palco Mundo cantou junto, com força.
“ Hurricane ”, também de Hopeless Fountain Kingdom , e “ Gasoline ”, de BADLANDS , empurraram o mosh.
“ Without Me ” — o hit de 2019 que a projetou ao mainstream global — foi o ápice em termos de participação coletiva.
Já “ Colors ” e “ Colors Pt.
II ” ganharam o tratamento acústico que as músicas pedem: foi quando as luzes dos celulares tomaram o gramado, naquele silêncio luminoso que contrasta com o caos de minutos antes — e que todo bom show de rock sabe acionar na hora certa.
“ Closer ” veio com um arranjo roqueiro que a transforma por completo: o que era pop eletrônico virou algo mais sujo e urgente.
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