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Sem acordo na Justiça, Prefeitura defende diálogo com moradores sobre Centro Pop

Campo Grande News ·
Sem acordo na Justiça, Prefeitura defende diálogo com moradores sobre Centro Pop

A SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) de Campo Grande afirma que está aberta ao diálogo com a comunidade do bairro Amambaí, após a audiência de conciliação na última terça-feira (6) terminar sem acordo entre a Prefeitura e os moradores.

Conforme a secretaria, o órgão se manifestou no processo dentro do prazo de 72h estipulado pela Justiça após a audiência.

No entanto, a administração municipal informou que não fará novos comentários sobre o caso fora dos autos, alegando que a ação judicial segue em andamento.

Segundo apurado pelo Campo Grande News , durante a audiência, a gestão municipal defendeu a manutenção do funcionamento do Centro Pop na região.

A Prefeitura sustentou que a unidade está situada em endereço próprio e alegou que a proximidade com a instituição de ensino não comprova, por si só, qualquer ilegalidade ou risco concreto.

Em nota, a Secretaria informou que, desde a inauguração do Centro Pop no prédio da antiga SAS, no bairro Amambaí, a Guarda Civil Metropolitana “intensificou sua presença na região, com a Ronda Escolar atuando em frente à Escola Municipal José Rodrigues Benfica, principalmente nos horários de entrada e saída dos alunos”.

Porém, relatos de moradores anexados à ação contestam a efetividade do patrulhamento e afirmam que, após o encerramento do expediente do Centro Pop, dezenas de frequentadores permanecem nos arredores consumindo bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas.

A SAS orienta ainda que, em caso de ocorrências ou situações de insegurança no bairro, os moradores do Amambaí podem entrar em contato com a Guarda Civil Metropolitana pelo telefone 153.

Insegurança e impacto no comércio – A proximidade do Centro Pop com a Escola Municipal José Rodrigues Benfica é um dos pontos centrais do questionamento dos moradores.

Os relatos apontam que alunos e professores têm se mostrado apreensivos com a presença do centro assistencial, registrando episódios de pessoas em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas na calçada da escola.

Há relatos de que, ainda durante o período de reformas do imóvel, homens chegaram a subir no muro da unidade para abordar estudantes.

O clima de tensão se intensificou com a denúncia de invasão ao prédio escolar, noticiada pelo Campo Grande News no dia 5 de outubro, um dia antes da audiência.

O comércio local também relata prejuízos e medo.

Uma comerciante idosa, que atende principalmente estudantes no contraturno, relata abordagens ostensivas e agressivas a clientes, além do aumento de furtos na vizinhança, incluindo o furto frequente de hidrômetros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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