Detentos são suspeitos de planejar ataques contra policiais penais e gestores da Secretaria da Administração Penitenciária
Detentos são suspeitos de planejar ataques contra policiais penais e gestores, no Ceará FICCO/CE A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE) cumpriu, nesta quinta-feira (29), uma série de mandados de prisão preventiva contra um grupo de detentos suspeito de planejar ataques contra policiais penais e gestores da Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará (SAP).
A força-tarefa não informou quantos mandados foram cumpridos, quem são os alvos e em quais presídios ocorreu a ação.
A Operação Nexo foi deflagrada para aprofundar investigação contra a atuação de integrantes de uma organização criminosa na disseminação de mensagens que convocavam uma paralisação geral do sistema penitenciário, a mobilização de familiares e apoiadores fora das unidades prisionais e a prática de atos violentos contra servidores da SAP. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme a Ficco, a organização criminosa articulava ações coordenadas entre diferentes unidades prisionais do estado.
Também foram encontrados indícios de que os detentos estavam articulando o tráfico de drogas e de aparelhos eletrônicos entre presídios, inclusive com o uso de drones.
Entre os elementos reunidos pelos investigadores, estão informações de inteligência, bilhetes manuscritos apreendidos em unidade prisional e dados extraídos de aparelho celular.
A investigação aponta ainda quem seria responsável por cada ação dentro do esquema.
LEIA TAMBÉM: Operação prende três policiais e informante suspeitos de integrar organização criminosa no Ceará Ao analisar o conteúdo, os agentes encontraram diálogos entre investigados nos quais eram discutidas estratégias de articulação entre unidades, a mobilização externa dos familiares e as possíveis ações violentas contra agentes públicos.
A Justiça emitiu uma série de prisões preventivas contra os detentos.
Por já estarem presos, o cumprimento dos mandados tem um caráter mais formal, mas efetivamente a "nova" prisão passa a constar no sistema judicial.
No Ceará, a Ficco é composta pela Polícia Federal, Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Polícia Civil do Estado do Ceará, Polícia Militar do Ceará, Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará e Secretaria Nacional de Políticas Penais.
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