Escritório de Nelson Wilians recebeu R$ 37 milhões de offshore, diz PF
O escritório de advocacia de Nelson Wilians recebeu mais de R$ 37 milhões de uma empresa considerada “fantasma” pela Polícia Federal ( PF ) de acordo com investigação que mira o advogado e ao menos outros 20 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, por lavagem de dinheiro e evasão fiscal.
Wilians foi alvo de busca e apreensão na mansão em que mora em São Paulo , na manhã desta quinta-feira (13/8).
Ele é acusado de ser um dos principais beneficiários em uma esquema de lavagem de dinheiro de apostas ilegais que movimentou mais de R$ 1,5 bilhão .
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De acordo com a investigação, o escritório Nelson Wilians Advogados era o destinatário de 15 notas emitidas pela Pix Star Brasilian N.V., offshore sediada em Curaçao.
Os documentos totalizam aproximadamente R$ 37.824.000,00 .
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1 de 10 Advogado Nelson Wilians Reprodução/ Instagram 2 de 10 Advogado usa as redes sociais para expor rotina luxuosa Reprodução/ Instagram 3 de 10 Advogado Nelson Wilians Reprodução/ Instagram 4 de 10 Nelson Wilians, advogado de Maurício Camisotti, é ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do INSS Metrópoles VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 5 de 10 Advogado Nelson Wilians VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 6 de 10 VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 7 de 10 VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 8 de 10 Advogado Nelson Wilians VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 9 de 10 BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 10 de 10 Advogado Nelson Wilians BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto Para a PF, a Pix Star é uma “empresa fantasma” ou “offshore” utilizada unicamente para dar aparência de legalidade à reintrodução de grandes somas de dinheiro no Brasil.
Sob a máscara da advocacia, esses pagamentos não teriam suporte material, segundo os investigadores.
A investigação apontou que os serviços advocatícios descritos nas notas não teriam sido efetivamente prestados.
Os valores, portanto, eram definidos de forma arbitrária para atender à necessidade de formação de caixa do grupo criminoso.
A defesa de Willian afirmou que ainda não teve acesso aos autos e, portanto, desconhece as informações apresentadas.
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