Ligado a André do Rap, Portuga do PCC escoava coca de fazendeiro foragido
Preso pela Polícia Civil nessa terça-feira (25/8), e ligado a André do Rap , Leandro Teixeira de Andrade ( imagem em destaque à esquerda ), o “Portuga” ou “Benfica”, apontado como integrante de uma célula do Primeiro Comando da Capital ( PCC ), escoava a cocaína produzida pelo fazendeiro colombiano Yul Neyder Morales Sanchez, o “Crespo” , foragido da Justiça brasileira desde 2015.
Assim como Portuga, Crespo também teve um revés nesta semana.
Na segunda-feira (24/8), o Supremo Tribunal Federal ( STF ) negou a ele um habeas corpus.
O colombiano tem uma condenação definitiva no Brasil de sete anos de prisão por associação para o tráfico internacional de drogas.
Também chamado pelos codinomes “Lucas” e “Oliver”, Yul tem uma fazenda na Bolívia onde produz e refina cocaína junto com o pai dele, Cristobal Morales Velasquez, o “Papi Supremo” .
A droga, comercializada para diferentes quadrilhas de narcotraficantes brasileiros e estrangeiros, era escoada pelo Porto de Santos , na Baixada Santista, litoral de São Paulo .
Um dos responsáveis pelo escoamento era Portuga .
O brasileiro foi procurado para fazer parte do esquema quando uma carga de 32kg de cocaína produzida por Yul foi apreendida pela polícia italiana em Gioia Tauro .
A apreensão levou a quadrilha a buscar um novo esquema para o tráfico transoceânico.
Foi então que eles buscaram a “expertise” de Portuga para encontrar uma alternativa de escoamento menos visada.
De acordo com as investigações, Portuga sugeriu desviar os envios do fiscalizado terminal da Santos Brasil e para o terminal da DEICMAR, despachando as drogas por navios da Grimaldi Lines .
A quadrilha julgava que este era um meio mais seguro, com menor fiscalização das autoridades.
Portuga foi um dos presos em março de 2014, quando a Polícia Federal ( PF ) flagrou a entrega de uma remessa de 56,7kg de cocaína vinda da fazenda de Yul na Bolívia.
A carga tinha destino à Antuérpia, na Bélgica.
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